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JUBILEU DE OURO

Morte e poesia nos 50 anos da conquista da Lua

Em 20 de julho, comemoram-se os 50 anos da 1ª vez em que o homem pisou na Lua, fato que determinou a vitória dos EUA sobre a Rússia na corrida espacial

Morte e poesia nos 50 anos da conquista da Lua
O sucesso da expedição da Apollo 11 deixou os russos desmotivados (Foto: Nasa)

No dia 20 de julho, comemoram-se os 50 anos da primeira vez em que o homem pisou na Lua, fato que determinou a vitória dos americanos sobre os russos numa acirrada corrida espacial. O sucesso da expedição da Apollo 11 deixou os russos desmotivados. Moscou abandonou, de imediato e definitivamente, o seu projeto espacial e jamais enviou um cosmonauta ao satélite da Terra. Doze homens – todos americanos – foram os únicos a pisar até hoje em solo lunar.

A disputa por mais esta supremacia científica gerou avanços tecnológicos importantes, como a introdução dos alimentos desidratados, o desenvolvimento de novos foguetes de propulsão e, por exemplo, gastos de milhões de dólares para desenvolver uma caneta que escrevesse em ambiente sem gravidade. Nesse quesito, os russos tiveram gasto zero, optando pelo lápis em seus voos pelo cosmo.

As primeiras frases ditas no satélite da Terra

O comandante Neil Alden Armstrong teve o privilégio de ser o primeiro a deixar sua pegada em solo lunar e pronunciou a famosa frase que entrou para a História: “Um pequeno passo para um homem, um grande passo para a Humanidade” – escrita por ele meses antes do voo, segundo revelou a família em recente documentário da BBC.

Segundo homem a pisar na lua, fato que ocorreu 20 minutos depois, Edwin “Buzz” Aldrin – considerado o mais informal e simpático entre os astronautas – preferiu disparar a frase “Magnífica desolação” ao avistar o solo inóspito que tinha à sua frente. A irreverência de Buzz inspiraria – anos mais tarde – a criação do personagem Buzz Lightyear do desenho animado Toy Story.

Armstrong e Aldrin passaram duas horas e quinze minutos em solo lunar e coletaram pouco mais de 20 quilos de rochas. De origem italiana, Michael Collins não teria direito à aventura. Restou a ele orbitar e resgatar os companheiros 21 horas depois. O que se chamou de “alunissagem” – bem como o passeio de Armstrong e os divertidos pulinhos de Aldrin – foi transmitido ao vivo pela TV para todo o planeta. Estava encerrada a Corrida Espacial – ainda em plena Guerra Fria – e cumprida a promessa do já falecido presidente John Kennedy de fazer um homem pousar na Lua, fazê-lo retornar em segurança antes do final da década de 1960.

A conquista acidentada e sua trilha sonora

Mesmo tendo começado com um acidente – que matou três astronautas em 1967 -, o projeto Apollo foi conquistando o mundo ocidental diante da expectativa de alcançar a Lua. Dez anos antes, os russos haviam colocado a bordo o primeiro ser vivo, a cadelinha Laika, cuja morte por hipertermia – prevista por autoridades da base de lançamentos de Baikonur – causou grande comoção. Ratos, aranhas e chimpanzés também foram usados como “bichonautas” em outros voos.

Aquela foi ainda uma década com canções dedicadas ao tema. Ângela Maria cantou a marchinha de carnaval “A Lua é dos Namorados”. O escocês Johnny Harris compôs o belo instrumental “Footprints on the moon”, enquanto Gilberto Gil, em “Lunik 9”, convocava: “Poetas, seresteiros, namorados correi. É chegada a hora de escrever e cantar talvez as derradeiras noites de luar”.

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2 Opiniões

  1. Walter Figueiredo disse:

    Dentre as músicas poderia ter citado Space Oddity de David Bowie, lançada na mesma época.

  2. Regina disse:

    Magnífica desolação… bela frase.

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