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Mourão afirma que sempre houve homossexualidade no Exército

Em entrevista ao jornalista Pedro Bial, o vice-presidente também falou sobre o período militar e elogiou o coronel Brilhante Ustra

Mourão afirma que sempre houve homossexualidade no Exército
Programa foi ao ar na última terça-feira, 16 (Foto: Romério Cunha/VPR)

O vice-presidente do Brasil, o general Hamilton Mourão, admitiu, em entrevista ao jornalista Pedro Bial, que sempre houve homossexualidade no Exército Brasileiro.

A afirmação foi feita no programa Conversa com Bial, exibido na noite da última terça-feira, 16, quando o vice-presidente foi questionado por Bial sobre as abordagens em relação a gênero e raça durante a campanha eleitoral de 2018 Segundo o jornalista, as Forças Armadas sempre trataram “com grande dignidade e respeito” os casos de transgenerismo dentro da instituição.

“Olha, Bial. Essa é uma questão de costume. As Forças Armadas têm características próprias. Então, é uma questão delicada isso aí. Transgêneros, acho que nós só tivemos um caso dentro do Exército ou dois, quando muito. Homossexualidade sempre houve”, destacou Mourão.

O vice-presidente prosseguiu falando sobre a particularidade das Forças Armadas em tratar sobre o assunto. Mourão garantiu que os homossexuais seguiram normalmente com sua vida dentro da instituição militar desde que as coisas fossem “mantidas dentro da disciplina e hierarquia”.

Entre outros assuntos, Mourão também falou sobre o papel do vice-presidente da política nacional, que, segundo ele, “assegura a estabilidade” do governo, e sobre o trabalho da imprensa no Brasil. Mais tarde, o general também falou sobre o período militar no país. O vice-presidente garantiu que não houve ditadura, mas um “período de presidentes militares”.

Ademais, elogiou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que foi o único brasileiro apontado pela Justiça como um torturador na época do regime militar. Mourão garantiu que não justifica a tortura em nenhuma circunstância, mas apontou que Ustra estava cumprindo o seu dever durante o período e não conhece nenhum caso de envolvimento pessoal do coronel com casos do tipo.

“Eu acho que alguns [casos de tortura] podem ter ocorrido, outros não. Desconheço que o coronel Ustra tenha feito isso pessoalmente. Ele foi meu comandante durante dois anos, eu era primeiro-tenente, e foi um exemplo de soldado para mim. Essa é a forma que eu o vejo, não entro em outras discussões, essa questão aí do período, que uns chamam de ditadura, eu prefiro chamar de período de presidentes militares”, disse Mourão.

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