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Mourão defende inclusão de militares na reforma da Previdência

Posição do vice-presidente é contrária a de ministros e do novo comandante da Marinha, que apontam ‘características especiais’ na carreira militar

Mourão defende inclusão de militares na reforma da Previdência
Na última terça, general Santos Cruz defendeu que militares ficassem de fora da reforma (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, afirmou que a reforma da Previdência deve englobar os militares das Forças Armadas. A informação foi revelada pelo Estadão na última quinta-feira, 10.

Com a afirmação, Mourão vai na contramão do desejo do ministro-chefe da Secretaria de Governo, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que defendeu que os militares ficassem fora da reforma por causa das suas “características especiais”.

O vice-presidente concordou com essas peculiaridades da carreira militar, mas defendeu o aumento de tempo de contribuição da categoria, passando de 30 para 35 anos, além de parte dos pensionistas pagarem uma contribuição. Atualmente, após 30 anos de serviços, militares, homens e mulheres, podem se aposentar com salário integral.

“Um aumento do tempo de serviço vai redundar numa distribuição linear entre os diferentes postos de graduação. […] Num primeiro momento, esse aumento vai variar num espaço entre 30 e 35 anos. Seria o novo patamar a ser atingido. E hoje a pensionista não paga nada. Ela passaria a contribuir”, afirmou o vice-presidente.

O novo comandante da Marinha, Ilques Barbosa Junior, porém, parece discordar do vice-presidente. O militar lembrou que a categoria não tem uma Previdência, mas uma “proteção social”. Por isso, a categoria não deveria ser anexada à reforma da Previdência.

Sobre um possível aumento de idade para aposentadoria, o comandante afirmou que é um debate necessário, mas não tem opinião formada. “Não sei [se o aumento] é razoável, adequado e exequível, é um conjunto”.

Fontes:
IG-Governo pode propor, segundo o vice-presidente, uma reforma "dura" ou uma "soft", sendo que ambas incluem a categoria dos militares; confira

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2 Opiniões

  1. Moura disse:

    É óbvio que os militares têm que ser incluídos na reforma. O rombo maior da Previdência é devido à aposentadoria dos Funcionários Públicos, incluindo militares (com as privilegiadas pensões às filhas solteiras…) e não dos aposentados regidos pela CLT. Não dá para o contribuinte sustentar os privilégios dos aposentados da magistratura (Judiciário mais caro do mundo – são os mais privilegiados!), militares, funcionários públicos de alta plumagem, Câmara, Senado e outros…

  2. Caca disse:

    Sou militar com quase trinta anos de serviço. Concordo com o aumento para trinta e cinco anos. Imagina receber FGTS (que hoje não ganhamos) imagina poder fazer greve. Sugiro a criação do CUM (Central Única dos Militares) para reivindicar nossos direitos. Uma pergunta porque o funcionário civil não recolhe pensão se ao morrer os proventos ficam para a esposa ou esposo no caso de mulher. Esqueci que com certeza teríamos direito a horas extras quando de serviço de 24 horas, adicional noturno, adicional de periculosidade. Imagina um relógio ponto instalado na entrada do quartel para certificar a hora que chegamos. O direito também de entrar com processos trabalhistas contra a União. Resumindo iria virar uma zona. O concurso para entrar nas Forças Armadas é pra todos. Se não teve competência para entrar eu realmente lamento

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