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CASO QUEIROZ

MP do Rio vai pedir quebra de sigilos bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro e Queiroz

Medida faz parte da investigação do caso Queiroz. Recentemente, Flávio foi alvo de polêmica ao receber do Itamaraty a Ordem Nacional de Rio Branco

MP do Rio vai pedir quebra de sigilos bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro e Queiroz
Desde que o caso veio à tona, Flávio tomou medidas para sufocar a investigação (Foto: Reprodução/Facebook)

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O Ministério Público Federal do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) vai pedir a quebra dos sigilos ficais e bancários de Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, no âmbito das investigações do caso Queiroz.

A informação foi divulgada pela coluna de Lauro Jardim, do Globo. A investigação do caso Queiroz apura a suspeita de transferência de parte dos salários de assessores ao gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), num esquema conhecido como “rachadinha”.

O esquema teria sido liderado pelo então motorista de Flávio, Fabrício Queiroz, hoje com paradeiro desconhecido. Desde que o caso veio à tona, Flávio tomou medidas para sufocar a investigação. Primeiro, recorreu à prerrogativa do foro privilegiado para suspender a investigação do caso pelo MPRJ, afirmando que, por ter sido eleito senador, o caso deveria ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal. Depois, acusou procuradores de abrir seus dados ilegalmente, num esforço para trancar a investigação.

Recentemente, Flávio foi alvo de nova polêmica, por ter recebido, junto com seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e o filósofo Olavo de Carvalho, a Ordem Nacional de Rio Branco, a maior condecoração do Itamaraty, que, pelas regras, é concedida a personalidades que, “pelos seus serviços ou méritos excepcionais, se tenham tornado merecedoras dessa distinção”.

A polêmica se deu por conta da falta de justificativa para receber a condecoração. O Palácio do Planalto informou que a indicação é feita pelo Ministério de Relações Exteriores, hoje liderado por Ernesto Araújo, e disse que o presidente é responsável apenas pela assinatura do decreto. No entanto, não há precedentes da entrega da condecoração a um filho de presidente da República. Além de Flávio, Eduardo e Olavo, foram condecorados o ministro da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

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