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MP-RJ vê indícios de organização criminosa em gabinete de Flávio Bolsonaro

Promotores afirmam que organização servia para cometer desvio de dinheiro público

MP-RJ vê indícios de organização criminosa em gabinete de Flávio Bolsonaro
'Não são verdadeiras as informações vazadas acerca de meu patrimônio', afirmou Flávio Bolsonaro (Fonte: Reprodução/Pedro França/Agência Senado)

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) aponta indícios de uma “organização criminosa com alto grau de permanência e estabilidade” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, atual senador, na Alerj.

De acordo com o MP, a “organização criminosa” agia desde 2007, servia para cometer desvio de dinheiro público e contava com a participação de “dezenas de assessores”.

O MP utilizou um documento de 87 páginas para embasar o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de 95 pessoas e empresas relacionadas a Flávio Bolsonaro, incluindo o seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

Os promotores acreditam que o atual senador utilizou a compra e venda de imóveis no Rio para lavar dinheiro.

Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, assim como sua mulher e duas filhas, são alvos de Procedimento Investigatório Criminal do MP-RJ.

Ainda de acordo com os promotores, há indícios de uma prática conhecida como “rachadinha”, “rachid” ou “esquema dos gafanhotos”, que representa o repasse irregular de salários dos assessores a superiores. Os promotores também apontam para indícios de contratação de funcionários fantasmas e do crime de lavagem de dinheiro.

A Promotoria afirma também que Flávio Bolsonaro lucrou R$ 3 milhões com compra e venda de imóveis entre os anos de 2010 e 2017 ao adquirir 19 apartamentos e salas comerciais por um total de R$ 9,4 milhões.

Em nota, o atual senador Flávio Bolsonaro afirmou que “não são verdadeiras as informações vazadas acerca de meu patrimônio […] Continuo sendo vítima de seguidos e constantes vazamentos de informações contidas em processo que está em segredo de justiça. Sempre declarei todo meu patrimônio à Receita Federal e tudo é compatível com a minha renda […] Tenho meu passado limpo e jamais cometi qualquer irregularidade em minha vida. Tudo será provado em momento oportuno dentro do processo legal. Apenas lamento que algumas autoridades do Rio continuem a vazar ilegalmente à imprensa informações sigilosas querendo conduzir o tema publicamente pela imprensa e não dentro dos autos”.

Já a defesa de Queiroz afirmou, também em nota, que “o MP afirma que a defesa é frágil pois depois 3 meses não conseguiu comprovar suas alegações. O que dizer então do MP que depois de 1 ano e 5 meses não tem indícios mínimos de prática criminosa? Tanto é assim que não existe denúncia até agora. Quem tem que provar que houve crime é a acusação e não a defesa fazer prova negativa”.

Fontes:
Veja - MP-RJ vê organização criminosa no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj

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1 Opinião

  1. Rogerio Faria disse:

    Agora vamos saber o que significa “a nova política.”

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