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TRAGÉDIA EM MARIANA

MP vê ‘negligência’ no rompimento de barragens em MG

Documento do Ministério Público de Minas afirma que rompimento de barragens 'não foi um acidente tampouco fatalidade'

MP vê ‘negligência’ no rompimento de barragens em MG
Mar de lama destruiu o distrito de Bento Rodrigues (Fonte: Reprodução/Agência Efe)

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Um documento do Ministério Público de Minas mostrado pelo Jornal da Globo afirma que o rompimento das barragens da mineradora Samarco em Mariana, Minas Gerais, “não foi um acidente tampouco fatalidade”.

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De acordo com o documento, havia risco de rompimento das barragens. “O contato entre a pilha de rejeitos e a barragem não é recomendado por causa do risco de desestabilização do maciço da pilha e da potencialização de processos erosivos”, diz o papel.

Em entrevista ao Jornal da Globo, o promotor de Justiça do Meio Ambiente, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, afirmou que “não foi acidente. Não foi fatalidade. O que houve foi um erro na operação e negligência no monitoramento”.

O Ministério Público fez, em 2013, inúmeras condicionantes para renovar a licença de concessão da barragem para a mineradora, incluindo a análise de ruptura da barragem e um plano de contingência para o caso de riscos ou acidentes.

O rompimento de duas barragens da mineradora Samarco na última quinta-feira, 5, provocou um “mar de lama” que deixou um rastro de destruição, além de mortos e desaparecidos.

Estima-se que pelo menos três pessoas morreram e outras 25 continuam desaparecidas. Bento Rodrigues, que fica a 15 km de Mariana, foi totalmente inundado pela lama.

A mineradora Samarco afirma que houve abalos sísmicos na região cerca de uma hora e meia antes do acidente. O Observatório da UPS registrou um tremor de baixo impacto a 22 km do local.

Fontes:
Folha de S.Paulo - Para Promotoria, 'houve negligência' no rompimento de barragens em MG

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