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OPERAÇÃO CUI BONO

MPF denuncia Cunha, Geddel e mais 16 pessoas

Denúncia é resultado da Operação Cui Bono, que investigava esquema criminoso de concessão de crédito da Caixa Econômica Federal

MPF denuncia Cunha, Geddel e mais 16 pessoas
Procuradores querem mais de R$ 3 bilhões em reparações (Foto: Wikimedia)

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, na última quinta-feira, 4, 18 pessoas por envolvimento em esquema criminoso de concessão de crédito da Caixa Econômica Federal. Entre os principais nomes estão Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Lúcio Funaro e Henrique Eduardo Alves.

As quatro denúncias oferecidas pelo MPF são resultado da Operação Cui Bono, deflagrada em janeiro de 2017, que resultou na prisão de Geddel Vieira Lima. As denúncias são relacionadas às empresas Marfrig, Bertin, J&F e Grupo BR Vias e Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários.

Os procuradores do MPF pediram mais de R$ 3 bilhões em reparações. Segundo eles, o esquema ocorria por três grupos distintos: um formado por políticos e operadores financeiros, outro formado por empresários e um terceiro por empregados públicos que trabalhavam na Caixa e no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Enquanto o grupo formado pelas empresas e empresários encaminhava projetos para captação de recursos, os funcionários públicos forneciam informação privilegiada aos políticos e operadores financeiros. Estes, então, cooptavam com as empresas para facilitar a captação financeira, agindo também internamente para beneficiar o empresariado.

Além de Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Lúcio Funaro e Henrique Eduardo Alves, foram denunciados Fábio Cleto, Alexandre Margotto, Wellington Ferreira da Costa, Altair Alves Pinto, Sidney Szabo, Hugo Fernandes da Silva Neto, Eduardo Montagna de Assumpção, José Carlos Grubisch, Roberto Derziê de Sant’anna, Henrique Constantino, Natalino Bertin, Reinaldo Bertin, Silmar Bertin e Marcos Antônio Molina.

De acordo com a delação de Lúcio Funaro, a propina recebida tinha um percentual sobre o valor liberado – normalmente de 3%. A distribuição do valor ficava 50% com Geddel, 30% com Eduardo Cunha e 20% com ele.

Segundo o MPF, Lúcio Funaro já identificou o repasse de R$ 89,5 milhões para Eduardo Cunha, entre 2011 e 2015, R$ 17,9 milhões para Geddel Vieira Lima, entre 2012 e 2015, e R$ 6,7 milhões para Henrique Eduardo Alves, de 2012 a 2014.

Confira a íntegra das denúncias contra a Marfrig, Bertin, BR Vias e Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários e J&F.

 

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