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OPERAÇÃO GREENFIELD

MPF investiga Paulo Guedes por suspeita de fraude

Guru econômico de Bolsonaro é suspeito de fraudes que levaram a prejuízos em fundos de pensão como Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa Econômica)

MPF investiga Paulo Guedes por suspeita de fraude
Além de Guedes, são investigados na operação Wesley e Joesley Batista e João Vaccari Neto (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Ministério Público Federal (MPF) está investigando o economista Paulo Guedes, escolhido para ministro da Fazenda em um eventual governo do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). As informações foram reveladas pela Folha de São Paulo nesta quarta-feira, 10.

Guedes estaria associado a executivos com conexões com o PT e o MDB. A suspeita é que o economista tenha praticado fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais, como Previ, do Banco do Brasil; Petros, da Petrobras; Funcef, da Caixa Econômica Federal; e Postalis, dos Correios.

De acordo com a reportagem, Guedes captou, pelo menos, R$ 1 bilhão no esquema. Um procedimento investigativo para apurar se o economista cometeu os crimes foi instaurado no último dia 2 de outubro. Guedes é investigado por suspeita de emissão e negociação de títulos sem garantias, além de crimes de gestão fraudulenta.

As supostas transações, envolvendo o economista e executivos indicados por PT e MDB, teriam ocorrido a partir de 2009. A Folha de São Paulo informou que tentou entrar em contato com Paulo Guedes, tanto por ligação, quanto por mensagens e por e-mail, mas o mesmo não respondeu aos chamados.

A investigação é conduzida pela Força-Tarefa da Operação Greenfield (FT Greenfield), que mira crimes relacionados a fundos de pensão. Na época dos crimes, Paulo Guedes ainda não era relacionado diretamente a Bolsonaro, rodando o país para palestrar em conferências do grupo HSM, controlado pelo economista.

Ainda de acordo com a reportagem, a Procuradoria deseja que a Polícia Federal abra inquérito sobre o caso, solicitando ainda apurações na Controladoria-Geral da União (CGU), no Tribunal de Contas da União (TCU) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Fontes:
Folha de São Paulo-Procuradoria investiga guru de Bolsonaro sob suspeita de fraude

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