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TRANSAÇÕES SUSPEITAS

MPRJ critica ‘total falta de transparência’ da Alerj

Procurador-geral de Justiça do órgão diz que falta de transparência prejudica o andamento dos procedimentos investigatórios na Alerj

MPRJ critica ‘total falta de transparência’ da Alerj
Eduardo Gussem, procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (Fonte: Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) foi alvo de críticas nesta segunda-feira, 21, do procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Eduardo Gussem criticou a “total falta de transparência” da Alerj, o que, segundo ele, prejudica o andamento dos procedimentos investigatórios abertos para analisar movimentações financeiras atípicas de servidores lotados em gabinetes de 27 deputados estaduais.

As transações consideradas suspeitas foram identificadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Foram abertos 22 procedimentos investigatórios para analisar tais movimentações.

“A Alerj, na sua página de transparência, não tem os servidores vinculados a cada gabinete. Isso aumenta ainda mais o nosso trabalho”, ressaltou o procurador.

O MPRJ encaminhou em agosto do ano passado à Alerj e à Câmara de Vereadores do Rio um ofício no qual sugeriu a adoção de uma plataforma digital semelhante à utilizada na Câmara dos Deputados, simplificando o acesso à informação. O procurador Eduardo Gussem ressaltou que o pedido será reforçado, com uma recomendação, “que é algo mais forte que uma mera sugestão. Vai dar um prazo para que seja implementado e, se assim não acontecer, nós vamos entrar com medidas judiciais. Não tem cabimento a Alerj e as câmaras de vereadores trabalharem nessa obscuridade”.

A Alerj, por sua vez, ressaltou que está “buscando uma parceria com o Laboratório Hacker, da Câmara Federal, para implantação de um sistema de transparência que utilize ferramentas já desenvolvidas por eles e que permitam melhorar e criar novos acessos a dados da Assembleia, assim como possibilitar maior participação da população nas atividades parlamentares”.

Fontes:
EBC - Caso Coaf: Ministério Público critica falta de transparência da Alerj

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