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REFORMA TRABALHISTA

MPT do Rio investiga demissões em massa

Faculdade Estácio e Rede D’Or serão investigadas por demissões em massa com base na nova legislação trabalhista

MPT do Rio investiga demissões em massa
A Estácio informou que todos os funcionários serão contratados em regime de CLT (Foto: Divulgação)

O Ministério Público do Trabalho do Rio (MPT-Rio) vai investigar as demissões em massa de mais de 1.200 professores da Faculdade Estácio e de médicos e fisioterapeutas da Rede D’Or São Luiz. O inquérito instaurado pelo MPT-Rio vai analisar a aplicação da reforma trabalhista no Rio de Janeiro.

Segundo o coordenador do Núcleo de Fraudes Trabalhistas do MPT-Rio, Rodrigo Carelli, as investigações começarão já na próxima quinta-feira, 7, com os sindicatos representantes podendo ser convocados, caso seja necessário. Para a MPT, faltou compromisso das empresas com os empregados.

“O MPT está atento a esses movimentos das empresas e iremos tomar medidas urgentes e enérgicas. Ao que parece, houve má interpretação das empresas sobre a reforma. O que parece, pelos casos, é que as empresas acham que vale tudo depois da reforma, e não é isso. É uma evidente falta de compromisso com o trabalhador. A Constituição diz que questões coletivas de trabalho devem passar pelos sindicatos, e isso não aconteceu nos casos citados. Na verdade, é uma falta de compromisso democrático e uma prática autoritária das empresas”, explicou o Carelli.

A Estácio informou que está criando um “cadastro reserva de docentes para atender possíveis demandas nos próximos semestres”, afirmando ainda que todos os profissionais serão contratados pelo regime de Consolidação de Leis de Trabalho (CLT), como é padrão no grupo.

Já a Rede D’Or São Luiz explicou que a nova legislação trabalhista aumenta as formas de contratação, tornando-as mais flexíveis e atendendo à demanda de diferentes áreas profissionais. Além disso, a empresa afirmou que “tem buscado atender os diferentes pleitos, mantendo a qualidade do atendimento dos serviços”.

“A partir da reforma, algumas empresas entenderam que liberou geral. Elas captaram de forma errada as premissas da mudança da lei. Não se pode transformar um funcionário em PJ (pessoa jurídica) simplesmente”, finalizou o coordenador Rodrigo Carelli.

Fontes:
O Globo - Ministério Público do Trabalho abre inquérito para investigar demissões na Faculdade Estácio e Rede D'Or

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