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Mudanças em edital do MEC foram feitas na gestão atual

Rastreamento desmente versão do governo que culpou a gestão Temer por edital que baniu temas considerados ‘ideológicos’ e a exigência de referências bibliográficas em livros escolares

Mudanças em edital do MEC foram feitas na gestão atual
Rastreamento aponta que texto original do edital não previa as alterações (Foto: Twitter/Eduardo Bolsonaro)

A polêmica em torno do controverso edital do Ministério da Educação (MEC), publicado no dia 2 de janeiro e revogado pela equipe do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na última quarta-feira, 9, ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira, 10.

O edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) excluía de livros escolares pautas consideradas “de esquerda” pelo governo, como o combate à violência à mulher e a promoção de culturas quilombolas e do povo do campo, além de retirar a exigência de livros com referências bibliográficas nas escolas.

Ao revogar o edital, Bolsonaro e o ministro da Educação, Ricardo Vélez, culparam, em postagens no Twitter, a equipe do ex-presidente Michel Temer pelo edital, afirmando que o texto foi produzido na gestão anterior do MEC.

Em uma postagem em sua conta no Twitter, publicada na quarta-feira, 9, Vélez, anunciou a revogação do edital e afirmou que os erros foram produzidos na gestão anterior.

Bolsonaro, por sua vez, usou sua conta no Twitter para responder a uma postagem do jornal Estado de S. Paulo sobre o tema. O presidente disse ser “notório o nível de desinformação das manchetes” do jornal e criticou sua credibilidade, classificando a postagem como “lamentável”.

A versão de que o erro foi produzido na gestão Temer, no entanto, foi desmentida ainda na quarta-feira, após o corpo técnico do ministério rastrear todo o trâmite do edital na Pasta. O rastreamento foi feito a pedido do ex-ministro da Educação de Temer, Rossieli Soares, que afirmou que não houve em sua gestão qualquer determinação para as medidas apontadas no edital. “Os processos instruídos pela Secretaria de Educação Básica estão aí para comprovar isso”, disse Soares, segundo noticiou a Folha de S. Paulo.

O rastreamento apontou que as alterações em questão não constavam no texto final do edital que saiu do MEC no dia 28 de dezembro, já no final da gestão de Temer. Logo, as mudanças foram feitas depois que o edital chegou a Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O assunto é considerado mal explicado até mesmo dentro do MEC, o que levou o órgão a abrir uma investigação para apurar as alterações feitas no edital.

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2 Opiniões

  1. Selma Bezerra de Carvalho disse:

    Democracia é isso. Parabéns a todos pela participação embora exista mais “MIMIMIMI” do que problemas graves.
    1. Para mim o importante e o gestor público ser claro e objetivo naquilo que precisa e não flexibilizar demais a fim de ai sim “contaminar o material”.
    2. Fazer referencia a bibliografia nem sempre garante a qualidade nas pesquisas (ENTÃO???), AGORA, se fica mais fácil identificar e punir quem negligenciou na informação… é melhor deixar.
    3. Propaganda nos livros didáticos sou a favor SIM, isso pode possibilitar novos olhares para a conscientização ambiental, ideológica, cultural, política ….. mas, também é uma porta aberta para incentivos negativos de corrupção. Então, diante do impasse a sugestão seria abrir o debate.
    4. ILUSTRAÇÕES que retratem a diversidade étnica da população brasileira – faz favor, puro MIMIMI. Abrir porta para só “bonecos” branco ilustrar os livros.
    5. “editores já manifestavam receio com relação aos livros didáticos” mais MIMIMI
    A única coisa que poderia impactar em prejuízo na permanência do Edital fosse questões jurídica que deveriam serem levadas em consideração para evitar processos e danos aos cofres públicos.
    Numa visão mais socialista a manutenção do Edital sem modificação é o ideal, na visão capitalista, dizer mais aberta ???? as modificações feitas atenderia melhor????
    Enfim, Fico feliz com toda essa polêmica pois é a prova que o povo brasileiro acordou e feliz também pelo governo ter voltado atrás. Só não me convenceu foi “A CULPA FOI DO GOVERNO TEMER” (risos)
    Que tudo se esclareça da melhor maneira e vença o CERTO, o melhor para as crianças do Brasil.

  2. Jones disse:

    E o Queiroz? E os laranjas da família Bolsonaro? Cadê o MP!!!

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