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Reforma política

Mudanças no sistema partidário do Brasil podem reduzir casos de corrupção

Aumentar o rigor ao financiamento de partidos e barrar a multiplicação de legendas podem evitar casos de corrupção e fortalecer a democracia no Brasil

Mudanças no sistema partidário do Brasil podem reduzir casos de corrupção
O país sofre com o sistema de partidos políticos mais fragmentado do mundo (Reprodução/Internet)

De todos os países da América Latina, o Brasil é o que tem mais necessidade de rever o papel dos partidos políticos e reformar o modo como eles são financiados para reduzir casos de corrupção. O país sofre com o sistema de partidos políticos mais fragmentado do mundo.

Os 513 assentos da Câmara estão balcanizados entre os 13 partidos mais influentes. Para contornar esse problema, o país implantou um ineficiente sistema de “presidencialismo de coalizão”. A presidente Dilma Rousseff lidera uma coalizão de nove partidos, com um total absurdo de 39 ministérios para acomodá-los.

Alguns parlamentares defendem uma mudança de sistema, em que os eleitores passariam a votar no candidato, sem necessidade de um partido político. Contudo, isso tornaria o processo ainda mais caro.

Para o cientista político Cláudio Couto, melhor seria criar colégios eleitorais menores e, mais importante ainda, barrar a multiplicação das legendas. Couto acredita que, até o momento, o mais perto que se chegou de restringir o número de legendas foi a criação da lei que impede coalizões em eleições proporcionais, que elegem deputados federais, estaduais e vereadores. A lei foi aprovada no dia 24 deste mês.

No entanto, ainda falta enrijecer as regras apara o financiamento partidário. Parte do atual escândalo de corrupção de corrupção envolvendo a Petrobras se deu por conta da ambição voraz do PT e seus aliados.

Daniel Zovatto, do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral, apoia o banimento das doações anônimas e corporativas aos partidos e a restrição parcial das doações públicas, para aumentar o rigor da fiscalização dos financiamentos de partido e fortalecer a democracia.

A reforma política sozinha não vai melhorar a qualidade da democracia no Brasil. Mas a medida em que governar se tornou uma tarefa difícil, os parlamentares deve fazer tudo ao seu alcance para resgatar o prestígio e a eficiência do sistema político.

Fontes:
The Economist-Cleaning up Latin American democracy

1 Opinião

  1. Daniel disse:

    Prestígio e político não deveriam estar sequer na mesma frase!

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