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Em entrevista à Folha de São Paulo, por ocasião do lançamento de seu livro "Mea Culpa", Doca Street disse que o Brasil de hoje está muito melhor do que há 30 anos por não dar espaço ao machismo. No livro, Doca conta como matou sua namorada Ângela Diniz por "amar demais".
O crime ocorreu após uma tentativa de rompimento por parte de Ângela. Ela insultou o namorado e o agrediu com uma pasta que abriu e revelou uma arma — a que a matou. Foram cinco tiros na cabeça. Doca disse que não pensou só atirou. No dia de seu primeiro julgamento aconteceram manifestações de apoio ao criminoso.
Desde que saiu da cadeia ele trabalha como vendedor de carros e casou-se novamente. Mantendo o cavalheirismo disse que sua mulher só trabalha por precisar do dinheiro. Conta suas experiências amorosas que diz ter conseguido por ser o assassino de Ângela Diniz. Diz também que é tratado até hoje como uma celebridade, sendo favorecido em muitas ocasiões quando é reconhecido.
Doca pretende usar o lucro das vendas de seu livro para fazer filantropia. Financiar "uma ONG para velhinhos que saem da cadeia sem nenhum apoio" "ou " ajudar as criancinhas, filhos de presos", não sabe ainda. "Quero fazer alguma coisa que faça minha vida valer a pena".