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Um dos passageiros do jato executivo Legacy que colidiu com o Boeing da Gol relata sua experiência. Ele estava relaxado no avião quando sentiu uma batida forte, seguida de um estrondo. Batemos em alguma coisa, disse o passageiro a seu lado.
O jornalista Joe Sharkey veio ao Brasil fazer uma reportagem para a revista Business Jet Traveller. Na volta, aceitou uma carona oferecida pelo vice-presidente da empresa ExcelAire, que tinha vindo ao Brasil comprar o jatinho da Embraer. Os outros ocupantes eram executivos da Embraer e da ExcelAire. O Legacy ainda voou 30 minutos até achar um local para o pouso de emergência. Só mais tarde os ocupantes do avião ficariam sabendo que foram atingidos por um Boeing e que nenhum de seus ocupantes tinha sobrevivido.
As caixas pretas do Boeng foram localizadas nesta segunda e podem ajudar a esclarecer como ocorreu o acidente.
Investigações preliminares revelaram que o jato Legacy estava na altitude errada quando bateu no Boeing 737-800 da Gol. O piloto do avião disse à polícia que voava a 37 mil pés de altitude. Ele viajava nessa altitude no eixo São José dos Campos-São Paulo-Brasília. O destino era Manaus (AM). O problema é que o jato devia mudar para 36 mil pés ao passar por Brasília.
Mas o piloto Joseph Lepore e o co-piloto Jean Paul Palladino, que comandavam o Legacy, disseram à polícia de Mato Grosso que tinham autorização da torre de Brasília para efetuar o plano de vôo a 37 mil pés (11 mil metros) de São José dos Campos (SP) até Manaus, onde fariam escala antes de seguir para os Estados Unidos. O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos da Silva Bueno, afirmou ontem que nenhum dos dois aviões envolvidos no acidente de sexta-feira havia solicitado ou recebido autorização para mudar a altura do vôo.
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