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O projeto do trem Expresso Bandeirantes, que prevê a ligação entre São Paulo-Campinas num percurso de 95 km, exigirá investimentos da ordem de R$ 2,7 bilhões. Aprovado pelo Conselho Gestor das Parcerias Público-Privadas (PPPs) do Estado de São Paulo ainda no governo Alckmin, o estudo foi engavetado pelo atual governador de São Paulo, José Serra, sob a alegação de que seria necessário reavaliar a relação custo-benefício da implantação da ligação ferroviária.
O custo do projeto parece ser a maior preocupação do governador paulista, já que o Estado deverá custear toda a infra-estrutura, justamente a parte mais cara. De acordo com o estudo de viabilidade técnica, econômica e financeira, do total de R$ 2,7 bilhões, R$ 1,5 bilhão referem-se às obras de infra-estrutura, R$ 700 milhões à compra de material rodante, R$ 240 milhões a sistemas, R$ 100 milhões referente ao custo das desapropriações e R$ 160 milhões relacionados outros itens.
A bordo do Expresso Bandeirantes, os passageiros fariam uma confortável viagem de trem a 160 km/h, com uma única parada na cidade de Jundiaí, chegando ao Aeroporto Internacional de Viracopos. O tempo de viagem seria de aproximadamente 50 minutos e a tarifa deverá ser estabelecida entre R$ 10,60 e R$ 13,50. Nada mal para motoristas e passageiros acostumados a engarrafamentos de mais de 100 km ao longo das marginais.
A idéia, porém é antiga, tão antiga que a área reservada para o leito da ferrovia (na faixa de concessão da Ferroban, hoje operada pela ALL Brasil) está demarcada desde a construção da rodovia dos Bandeirantes, no final da década de 70. No governo passado, os prognósticos eram que o Estado investisse entre 2007 e 2010 algo como R$ 2 bilhões em desapropriações, construções de via, viadutos, pontes, túneis, entre outras intervenções. O trem deveria começar a circular em 2010. Mas ao que parece, paulistas e paulistanos terão que esperar bem mais.