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ELEIÇÕES 2016

‘Não-voto’ venceria em nove capitais

Situação inclui os dois maiores colégios eleitorais do país: Rio de Janeiro e São Paulo

‘Não-voto’ venceria em nove capitais
Soma de votos brancos, nulos e abstenções cresceu em várias partes do país (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

A soma do número de votos brancos, nulos e abstenções superou a quantidade de votos recebidos pelo primeiro lugar nas eleições em nova capitais, incluindo os dois maiores colégios eleitorais do Brasil: Rio de Janeiro e São Paulo.

Na capital paulista, o candidato do PSDB, João Dória, foi eleito no 1º turno com 3.085.187 votos. Já a soma de votos brancos, nulos e abstenções chegou a 3.096.304.

A situação também se repetiu no Rio de Janeiro. Os dois candidatos que vão disputar o 2º Turno, Marcelo Crivella e Marcelo Freixo, receberam ao todo 1.395.625 votos. Já a soma de votos brancos, nulos e ausências chegou a 1.866.621.

Outras sete capitais, Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Belém (PA), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS) e Aracaju (SE), também tiveram mais “não-votos” do que o primeiro colocado nas eleições municipais.

Confira abaixo a lista completa:

– Aracaju: 397.228 eleitores.
Votos brancos, nulos e abstenções: 139.723
1º lugar: Edvaldo Nogueira, do PCdoB, teve 99.815 votos

– Belém: 1.043.219 eleitores
Votos brancos, nulos e abstenções: 365.731
1º lugar: Zenaldo Coutinho, do PSDB, teve 241.166 votos

– Belo Horizonte: 1.927.456 eleitores
Votos brancos, nulos e abstenções: 741.915
1º lugar: João Leite, do PSDB, teve 395.952 votos

– Campo Grande: 595.172 eleitores
Votos brancos, nulos e abstenções: 167.922
1º lugar: Marquinhos Trad, do PSD, teve 147.694 votos

– Cuiabá: 415.098 eleitores
Votos brancos, nulos e abstenções: 127.987
1º lugar: Emanuel Pinheiro, do PMDB, teve 98.051 votos

– Curitiba: 1.289.204 eleitores
Votos brancos, nulos e abstenções: 360.348
1º lugar: Rafael Greca, do PMN, teve 356.539 votos

– Porto Alegre: 1.098.517 eleitores
Votos brancos, nulos e abstenções: 382.535
1º lugar: Nelson Marchezan Júnior, do PSDB, teve 213.646 votos

– Porto Velho: 319.941 eleitores
Votos brancos, nulos e abstenções: 106.844
1º lugar: Nelson Marchezan Júnior, do PSDB, teve 57.954

– Rio de Janeiro (RJ): 4.898.044 eleitores
Votos brancos, nulos e abstenções: 1.866.621
1º lugar: Marcelo Crivella, do PRB, teve 842.201 votos

– São Paulo: 8.886.195 eleitores
Votos brancos, nulos e abstenções: 3.096.304
1º lugar: João Dória, do PSDB, teve 3.085.187 votos

Fontes:
Uol - Soma de votos brancos, nulos e abstenções "venceria" 1º turno em 9 capitais

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8 Opiniões

  1. Otavio carneiro disse:

    Existe uma lenda urbana que circula no Whatsapp que se o voto nulo alcançar 50 % do total de eleitores anula uma eleição. A reportagem acima prova o contrario. A forma de protesto deve ser outra, pois votando nulo voce cala a sua voz, nao produz resultados e pode produzir frutos piores com a omissão.

  2. Marcio Almeida disse:

    Com o baixo nivel dos candidatos nao resta outra opçao….o caminho é esse…assim pelo menos estamos sinalizando uma limpeza nesta mafia instaurada pelo PT & Cia

  3. ANTONIO RIBEIRO disse:

    Estes eleitores deram recado claro. Não acreditam nos políticos. Sempre frisei que as pessoas que participaram de manifestações pró e contra o governo deposto, eram minoria. A maioria ficou em casa ou nos botecos da quebrada. O mesmo ocorreu agora. O pior é que foram eleitos candidatos fantoches.

  4. Aureo Ramos de Souza disse:

    Isso mostra que os brasileiros estão começando a desgostar da política e que mesmo sendo PROIBIDO tudo de errado foi feito em todo o Brasil principalmente a nojeira nas ruas de que chamam de santinho (que os santos me desculpem)

  5. Rogerio Faria disse:

    Esta classe política é a maior causadora das mazelas que grassa a nossa sociedade.
    Elementos pouco confiáveis, hábeis em negociatas, corruptos, apátridas e outro adjetivos que nem merecem comentários.

  6. jorge disse:

    O Brasil carrega uma grande distorção por ter o voto obrigatório e não um direito.
    É absolutamente saudável que quem não sabe, ou não quer, não vote.
    Em países que consideram o voto um direito é comum um comparecimento entre 30% e 40%.
    Infelizmente esse tipo de analise distorcida, em vários temas, prevalece em nossa mídia.
    Esta na hora de grandes responsáveis por defender nossa liberdade superem essa falta de conhecimento.

  7. Ludwig Von Drake disse:

    Nada disso, o voto nulo também pode encorajar alguns políticos a buscar esse voto, que provavelmente é de um eleitor cansado e exigente.
    Ainda, se considerar que muitos vão votar porque se acham obrigados, a percentagem do “não-voto” poderia ser bem maior

  8. Rene Luiz Hirschmann disse:

    O voto não pode ser obrigatório em uma democracia, Senador não pode se aposentar com
    180 dias trabalhados, Deputado não pode receber 25 litros de gasolina por dia, Juiz não pode ganhar auxilio moradia e trabalhar até os 75 anos, militares devem contribuir para previdência e receber como todo trabalhador recebe, se quer mais contribua mais e complemente com uma aposentadoria privada.

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