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NOVA TRAGÉDIA

Naufrágios não são acidentes isolados no Brasil

Falta fiscalização para uma rede navegável de 35,5 mil quilômetros

Naufrágios não são acidentes isolados no Brasil
Naufrágio na Bahia deixou pelo menos 18 mortos (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Menos de 48 horas após o naufrágio de um barco no Rio Xingu, no Pará, uma outra tragédia, desta vez em Salvador, deixou várias vítimas fatais.

Uma lancha que levava cerca de 130 passageiros e quatro tripulantes naufragou na manhã desta quinta-feira, 24, perto da Ilha de Itaparica. O Instituto Médico Legal informou que pelo menos 18 pessoas morreram. Cerca de cem feridos foram atendidos pelas equipes no local. As buscas por mais vítimas continuam sendo efetuadas por três equipes da Capitania dos Portos e três navios da Marinha do Brasil.

A lancha “Cavalo Marinho 1” pertence à empresa CL e tem capacidade para 162 pessoas. A embarcação saiu de Mar Grande, na Ilha de Itaparica, com destino a Salvador.

Na noite da última terça-feira, 23, um barco com cerca 70 pessoas a bordo naufragou no Pará, deixando 21 mortos e quatro desaparecidos. A embarcação não tinha autorização para o transporte de passageiros.

Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que 2.300 pessoas morreram nos últimos dez anos no país em decorrência de naufrágios como os registrados nesta semana. Falta fiscalização para uma rede navegável de 35,5 mil quilômetros.

A Marinha do Brasil estabelece critérios mínimos de segurança para quem faz transporte de passageiros no país, mas nem sempre tais regras são adotadas. É proibido, por exemplo, misturar cargas e passageiros em um mesmo ambiente. É obrigatório ter colete salva-vidas para todos os passageiros, inclusive em tamanho infantil.

Fontes:
O Globo - Nova contagem reduz a 18 o número de mortos em naufrágio na Bahia
Folha de S.Paulo - Com pouca fiscalização, navegação deixa 2.300 mortos em 10 anos no país

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