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GRITA BRASIL

Nem toda moeda tem dois lados!

A liberdade de expressão de um cidadão pagador de seus impostos vai até onde o Sr. ministro Ricardo Lewandowski acha que ela deve ir?

Nem toda moeda tem dois lados!
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O fato ocorreu no último dia 4 de dezembro, num voo, de São Paulo para Brasília, onde se encontrava o Sr. ministro Ricardo Lewandowski, que foi “abordado” por um cidadão, o advogado Cristiano Caiado de Acioli, que disse que o STF é uma vergonha. E é.

Mas o Sr. ministro se sentiu ultrajado, ofendido e ameaçou o advogado com uma ordem de prisão. Socorro! Me tirem desse avião. O cidadão de bem está se dirigindo a mim com impropérios. Merece ser preso, ser conduzido pela Polícia Federal, que não deve ter mais o que fazer a não ser atender a um pedido de um ministro “raivoso”.

Sr. ministro, é isso mesmo? A liberdade de expressão, de opinião de um cidadão pagador de seus impostos, vai até onde o Sr. ministro, servidor público, acha que ela deve ir? Teremos, então, uma não liberdade de opinião? Ou essa liberdade acaba onde o senhor acha que ela deve acabar?

Temos, então, quando o senhor passar, de nos curvar e agradecer? Não podemos dizer, por exemplo, que essa gravata azul que o senhor está usando é feia? Temos que dizer amém e concordar com todas as suas decisões?

Nós podemos ser ultrajados, humilhados (em alguns casos cabe sentir isso), desprestigiados, enganados, massacrados por decisões equivocadas de suas excelências, e devemos somente engolir e nos calar? Vocês podem e a gente não?

Vocês podem fazer o que querem, muitas vezes ignorando as consequências trágicas de suas decisões em nossas vidas, e não estão abertos a receber críticas? A defesa de vocês é mandar a Polícia Federal prender?

Antes de mandar prender alguém que disse o que pensava, que tal alguns de vocês procurarem um analista? Quem sabe uma conversa amigável com Freud, Lacan, não deixe vocês mais humanos e preparados para receber críticas?

Vocês não podem se fechar em suas togas e se lixar para a opinião pública. Soberba tem limites. Ou deveria ter.

Da mesma forma deveria ter o direito de retrucar suas atitudes. Vocês não perguntam para nós antes de tomarem alguma decisão. Vocês vão lá e acontecem. Logo, deveriam também saber que críticas poderão acontecer.

Tudo em nossas vidas deveria ter uma via de mão dupla. Isso deveria valer para tudo. E todos. Não é porque você é um ministro que deveria ter o direito de ser isento de tudo e todos.

O comportamento humano é algo estranho. Que, espero, ainda está sendo estudado. Temos que evoluir muito o ser humano. Sua evolução não acompanha o passar do tempo, as novas tecnologias. Acho ainda que o ser humano tem involuído, e o reflexo disso é o país que temos.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão.

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4 Opiniões

  1. jan foster disse:

    Esse episódio mostra a imensa falta que faz no Brasil um poder moderador.
    O evento só ocorreu por que o STF, agindo politicamente, tem se colocado acima do bem e do mal, legislando em causa própria e de seus amigos (lembram do fatiamento do impeachment?).
    A pergunta a ser feita é, qual mecanismo constitucional assegura os “checks and balances” entre os poderes? Evitando a politização do judiciário por exemplo.
    -Não há. Por isso a unica possibilidade para o povo é manifestar-se pessoalmente.

  2. carlos alberto martins disse:

    o ministro deveria tomar uma injeção anti-rábica.o que ele não sabe é que por receber seu salário do governo federal o torna um servidor público,sendo portanto nosso empregado,e,como tal usar de ética e responsabilidade nos representar junto ao STF.o advogado apenas demonstrou que o sr ministro faz parte da quadrilha que tantos danos causou a nação.lava-jato nele.

  3. Áureo Ramos de Souza disse:

    Este foi um acontecimento com ministro Ricardo Lewandowski ( o cara é tão ruim de conversa que até o nome é difícil de escrever) e o caso Gilmar Mendes que que exigiu a soltura de um compadre e de outros implicados. Fica difícil acreditar neste “Supremo” Tribunal Federal

  4. Beraldo disse:

    O assunto da hora não é este.

    É o escândalo da família miliciana Bolsonaro.

    “Vamo lá” Seu Schamis.

    “Consummatum est”

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