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PRIMEIRO-MINISTRO ISRAELENSE

Netanyahu pode não comparecer à posse de Bolsonaro

Tido como estrela internacional do evento, o primeiro-ministro israelense vem ao Brasil dia 28, mas tem partida prevista para o dia 30

Netanyahu pode não comparecer à posse de Bolsonaro
Envolto em escândalos de corrupção, Netanyahu antecipou seu retorno (Foto: Facebook/Benjamin Netanyahu)

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não comparecerá à cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

A presença de Netanyahu no evento já havia sido confirmada pela equipe do governo de transição, que tinha no primeiro-ministro israelense a grande estrela internacional do evento.

Segundo noticiou o jornal Folha de S. Paulo, Netanyahu virá para o Brasil, onde se encontrará com Bolsonaro no Rio de Janeiro na próxima sexta-feira, 28, mas sua partida está prevista para o dia 30 – embora ainda possam ocorrer mudanças de planos.

Caso a ausência seja mantida, a posse de Bolsonaro refletirá um isolamento do Brasil no cenário internacional. Donald Trump, ídolo e modelo internacional de Bolsonaro, não comparecerá à cerimônia. Ele será representado por seu secretário de estado, Mike Pompeu. Enquanto isso, países europeus também têm se distanciado de Bolsonaro por conta de suas declarações pouco diplomáticas.

Crise interna em Israel

Envolto em escândalos de corrupção revelados por investigações criminais em seu país, Netanyahu vem se empenhando em costurar alianças para se reeleger no cargo nas eleições de 2019. Alvo de quatro investigações por fraude, suborno e quebra de confiança, Netanyahu nega as acusações e diz ser alvo de uma “caça às bruxas”.

Nos últimos doze meses, Netanyahu perdeu aliados e sua base começou a erodir. A maior perda ocorreu em novembro deste ano, quando o partido de extrema-direita, Israel Beitenu (Israel é nossa casa, em tradução livre) anunciou sua saída do governo, enfraquecendo a coalizão e colocando o governo sob o risco de se tornar minoria no Knesset (o parlamento israelense). A saída do partido da base foi acompanhada da renúncia de Avigdor Leiberman – que é do Beitenu – ao cargo de ministro da Defesa.

Diante disso, na última segunda-feira, 24, Netanyahu anunciou a dissolução da coalizão do governo e a antecipação das eleições de novembro para abril do próximo ano. Contrariando as expectativas de analistas políticos, que acreditavam que os escândalos de corrupção e a debandada do governo comprometeriam sua reeleição – Netanyahu segue com ampla margem de vantagem nas mais recentes pesquisas de opinião.

Segundo noticiou a Reuters, uma sondagem feita pelo jornal israelense Maariv deu ao partido 30 dos 120 assentos no parlamento. No entanto, a sondagem ainda é alvo de dúvidas, uma vez que o jornal é considerado uma publicação pró-Likud, o partido de Netanyahu.

Netanyahu é o primeiro-ministro israelense com maior tempo no cargo e está entrando em seu 13º ano de governo. Ele foi eleito primeiro-ministro pela primeira vez em 1996 e permaneceu no cargo até 1999. Eleito novamente em 2009, ele se reelegeu três anos depois, em 2013.

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1 Opinião

  1. Hani Camille Yehia disse:

    Bolsonaro foi eleito para combater a corrupção e o aparelhamento do estado realizado ao longo dos 13 anos de governo do PT. Seus eleitores devem agir no sentido de que ele se atenha a esses objetivos. Ele não foi eleito para acabar com as já frágeis políticas ambientais brasileiras, nem tampouco para extinguir direitos trabalhistas que em nada têm a ver com a necessária reforma de previdência ou realizar mudanças radicais no posicionamento brasileiro em relações a questões internacionais. Tais posicionamentos não apenas são desnecessários com relação ao combate à corrupção e ao aparelhamento do estado, como farão com que o Brasil seja desvalorizado no cenário internacional.

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