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TRISTE REALIDADE

No Brasil, a homofobia mata uma pessoa a cada 25 horas

Levantamento anual mostra recorde no país em 2016. Norte tem maior índice de casos

No Brasil, a homofobia mata uma pessoa a cada 25 horas
Ainda são muitos os casos não registrados, o que torna a situação mais dramática (Foto: ABr)

De acordo com o levantamento anual feito há 37 anos pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), 2016 teve um recorde de 343 pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) vítimas fatais de homofobia no Brasil. Isso significa que, a cada 25 horas, pelo menos uma pessoa da comunidade LGBT é assassinada no país.

Mesmo com os dados alarmantes, o GGB alerta que a falta de registros ainda é um grave problema no Brasil, portanto, a realidade é, possivelmente, muito pior.

Em 2000, foram registrados 130 homicídios; e em 2010, 260. O Norte vem liderando o número de assassinatos por habitantes, ultrapassando o Nordeste, que há décadas mantinha os índices mais altos. Em 2016, foram computados 3,02 homicídios a cada um milhão de habitantes no Norte, seguido pelo Centro-Oeste (2,56), Nordeste (1,94), Sul (1,24) e Sudeste (1,19). Em números absolutos a nível estadual, estão na frente São Paulo (49 assassinatos), Bahia (32), Rio de Janeiro (30) e Amazonas (28).

Os assassinatos de gays correspondem a 50% dos casos contra a comunidade LGBT registrados em 2016; travestis e transexuais foram 42%; e lésbicas, 3%. Estão incluídos no levantamento heterossexuais mortos (4%) em circunstâncias ligadas à proximidade com pessoas LGBT, como o ambulante Luiz Carlos Ruas, morto no dia do Natal em uma estação do metrô de São Paulo após defender um homossexual e uma travesti de agressores.

O levantamento é baseado na compilação de casos a partir de buscas na internet e veiculação na mídia. Foram documentados assassinatos homofóbicos em 168 municípios brasileiros.

Fontes:
O Globo-Homofobia mata uma pessoa a cada 25 horas; Norte tem maior índice

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1 Opinião

  1. Natanael Ferraz disse:

    Essas pesquisas são falhas porque generalizam dizendo que toda a morte de LGBT é homofobia. Para ser científico é preciso dizer quais foram homicídio simples, latrocínio ou crime passional. Nem tudo é homofobia, pode ser porque eles simplesmente andam em lugares ruins e péssimas companhias.

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