Início » Brasil » Noção de que o Brasil é hospitaleiro não passa de mito, diz pesquisador
Racismo contra imigrantes

Noção de que o Brasil é hospitaleiro não passa de mito, diz pesquisador

Segundo pesquisador, 'o refugiado é sempre negativo, um problema grave a ser discutido'

Noção de que o Brasil é hospitaleiro não passa de mito, diz pesquisador
'Em geral, os novos imigrantes estão sempre sendo vistos como problemáticos na sociedade', diz pesquisador (Foto: Internet)
Após analisar mais de 11 mil edições de jornais e revistas publicados desde 1808, o pesquisador Gustavo Barreto concluiu que “a noção de que o Brasil é um país hospitaleiro, onde todos os estrangeiros e imigrantes são bem-vindos, não passa de um mito”.
Em sua tese de doutorado, intitulada “Dois Séculos de Imigração no Brasil: A Construção da Identidade e do Papel dos Estrangeiros pela Imprensa entre 1808 e 2015”, Barreto afirma que, apesar dos avanços, o racismo na imprensa do país contra o imigrante se manteve constante. Além disso, segundo o pesquisador, a aceitação é seletiva.
Em entrevista à BBC Brasil, o pesquisador explica que “o refugiado é sempre negativo, um problema grave a ser discutido. O imigrante é uma questão a ser avaliada, pode ser algo positivo ou negativo, mas em geral a visão é de algo problemático. Já o estrangeiro é sempre positivo, inclusive melhor do que o brasileiro. É alguém com quem podemos aprender”.

Com base na análise da cobertura do tema na imprensa ao longo de 207 anos, Barreto  afirma que o Brasil ainda está longe de promover uma discussão real sobre a imigração.

“Em geral, os novos imigrantes estão sempre sendo vistos como problemáticos na sociedade. As notícias não estão discutindo imigração, problematizando o assunto, e não se vê discussões de política imigratória ou da legislação. O foco não é a solução ou discutir o tema, mas a noção de crise”, ressalta o pesquisador.

Fontes:
BBC Brasil - Racismo contra imigrantes no Brasil é constante, diz pesquisador

4 Opiniões

  1. Markut disse:

    Nesta questão é imprescindivel um profundo “distinguo”. Tendo a aceitar que é preciso definir claramente o que se entende por hospitalidade.

    Hospitalidade, no seu sentido mais lato, creio ser um mito ,em qualquer caso., creio mais em mito do que em realidade.

    No entanto, convem diferenciar o estrangeiro que emigra, legalmente, do seu local de origem à procura de paz. trabalho e felicidade, do denomiando refugiado., que desembarca de forma irregular, sem dar oportunidade para distinguir o ato humanitário, daquele que permite escancarar as portas para a bandidagem de toda espécie.

    Concordo com a candente preocupação de Roberto 1776..Com relação aos haitianos, será teoria conspiratória desconfiar de movimentos políticos, inspirados no Foro São Paulo ,de que Lula é um aguerrido simpatizante ?

  2. Ludwig Von Drake disse:

    É preciso entender corretamente o que são refugiados, migrantes por razões econômicas (os haitianos), imigrantes, estrangeiros e turistas; e não podemos reduzir a racismo situações que envolvem diversos outros problemas. Racismo é um conceito criado após o período colonial e a libertação dos escravos africanos, para assegurar direitos e vantagens aos europeus e justificar o comando da sociedade. O suposto racismo dos nazistas é xenofobia.

  3. Roberto1776 disse:

    Definitivamente, não há como comparar um refugiado do Haiti com um imigrante que passou por todos os trâmites e burocracias do Itamarati, Esses refugiados burlaram todas as regras possíveis para entrar pela porta dos fundos do Brasil.
    Até agora não está claro como é que hordas de haitianos, separados de Cuba por apenas 90 km, se desloca, através do canal do Panamá, chega ao Pacífico, entra no Peru, se embrenha pela selva amazônica para entrar no Acre petista e penetrar sorrateiramente no Brasil.
    Calculando que esta odisseia custe pelo menos U$5,000.00 per capita, e multiplicando este valor pelo número de haitianos que já se encontra no Brasil, que deve superar 20.000, temos algo como U$100,000,000.00.
    Quem pagou por isso? Com que interesse? Temos empregos sobrando no país para aceitar este número maluco de refugiados? O que é que a Dilma e o PT querem com isso??????

  4. E. Coelho disse:

    O refugiado não é um turista, o qual nos visita alegremente e disposto a
    gastar dinheiro, ao contrário disso, ele é uma pessoa necessitada, que
    fugiu do seu país apenas com a roupa do corpo.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *