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COLUNA ESPLANADA

Novo abacaxi de Dilma: 757 mil servidores públicos federais em pé de guerra

Greves pontuais podem ser deflagradas a partir do dia 11, quando termina o prazo para adesão ao plano de reajuste de 21% a serem pagos em dois anos

Novo abacaxi de Dilma: 757 mil servidores públicos federais em pé de guerra
Dilma terá a partir dessa semana um gigantesco abacaxi para descascar (Foto: ABr)

A presidente Dilma Rousseff terá a partir dessa semana um gigantesco abacaxi para descascar. Os 757 mil servidores públicos federais estão em pé de guerra. Greves pontuais podem ser deflagradas a partir do dia 11, quando termina o prazo para adesão ao plano de reajuste de 21% a serem pagos em quatro anos. A primeira parcela será de 5,5% em 2016 e 5% em 2017, com a integralização até 2019. O descontentamento é maior nas carreiras da advocacia, no Fisco e na Polícia Federal. Os advogados esperam a regulamentação dos honorários, os fiscais uma MP para um bônus e os delegados outra MP para um adicional de risco de vida.

Nem pensar

A proposta da recomposição foi apresentada oficialmente pelo Ministério do Planejamento. Com a queda da arrecadação qualquer reajuste real é algo impensável no Palácio do Planalto.

Universidades paradas

Há 100 dias servidores administrativos de 63 instituições de ensino superior federal estão em greve. Querem uma reposição imediata de 27,3%, mas até agora o governo não deu respostas. 

Benefícios parados

A maior parte dos 33 mil servidores do INSS também está com os braços cruzados há dois meses. Eles pedem reajuste de 27,5%, incorporação da gratificação e jornada de 30 horas semanais. Enquanto perdura a greve, em 80% dos postos de atendimento os beneficiários são prejudicados.

Choro no campo

A crise também bateu nas portas dos agricultores, que estão pedindo a suspensão dos vencimentos dos contratos e as execuções das dívidas. Querem tempo para negociar. O problema foi provocado pela estiagem.

Menor peso

Associação Nacional dos Auditores Federais de Controle Interno diz que há um “enfraquecimento” sistemático da Controladoria Geral da União. Dá como exemplos a redução orçamentária e do número de servidores, perda do status de ministério e falta de uma lei orgânica.

Governo Chia

A polêmica é grande, pois somente na Câmara dos Deputados foram anotadas cerca de 150 emendas. A MP mexe nos recursos do FAT e ai o governo não tem interesse..

Compensação

A estimativa é que sejam usados R$ 29,7 milhões neste ano e R$ 67,9 milhões do Fundo em 2016 para compensar a redução salarial dos trabalhadores..

Desocupados

Governador do Distrito Federal, Rodrigo Rolemberg (PSB), tem a mesma percepção da população, pelo menos com a criminalidade. No Twitter disse estar preocupado com a violência em Planaltina.

Lotéricos

O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) acredita que os lotéricos estão envolvidos numa armadilha jurídica ao analisar as licenças concedidas pela Caixa Econômica Federal até 1999. Metade de 12 mil concessionários está a um passo de perder o direito de atuar.

Padrão

Os lotéricos estiveram no Congresso Nacional para pressionar pela suspensão das licitações previstas para acontecer num prazo de três anos. Na Caixa, a explicação é simples: é preciso unificar o regime jurídico das lotéricas. 

Menor peso

Há muita gente torcendo para que o texto da MP 680 possa tirar a pressão do torniquete sobre a folha de pagamento das empresas. A segunda audiência para discutir o tema está marcada para esta terça-feira (08) no Senado Federal.

Salário

A redação original permite que as empresas reduzam a jornada de trabalho dos seus empregados em 30%. Com tempo menor de trabalho, o salário também fica menor.

Prazo Maior

A adesão a ser feita até dezembro será de um ano, mas como a situação econômica não é das melhores, os empresários querem prazo maior. 

Ponto Final

“Vamos melhorar a qualidade do nosso gasto”.

Do presidente Dilma Rousseff em entrevista ontem (04) a rádios na Paraíba.

 

Com Equipe DF, SP e Nordeste

 

2 Opiniões

  1. Vitafer disse:

    Éeeeeee, até onde e quando vamos aguentar?!

  2. olbe disse:

    ..e ainda tem que descascar o grande abacaxi que é a UNIMED de São Paulo com 700mil credenciados sem ter quem os absorva porque os outros planos não aceitam individuais…e no resto do Brasil a UNIMED deve estar na mesma situação…os laboratórios e hospitais já não estão mais atendendo, eles é que não podem arcar com o prejuízo. Se um plano paga ao médico 60,- reais,porque o médico cobra uma consulta 500,-? Se cobrassem 100,- ninguém ia precisar o plano, plano só para hospitais..Um tremendo abacaxi que vai causar mais mortes que poderiam ser evitadas…
    Quem sabe se com a volta dos Cassinos o governo poderia ter uma ajuda que não prejudica ninguém..

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