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PERÍCIA MÉDICA

Novo laudo do IML reafirma que Maluf pode ficar na prisão

Laudo torna a concluir que Maluf pode seguir cumprindo sentença na prisão, desde que acompanhado por médicos

Novo laudo do IML reafirma que Maluf pode ficar na prisão
Novo laudo foi feito a pedido da defesa do deputado, que discordou do anterior (Foto: Reuters)

Um novo laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que não há impedimentos para que o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) continue preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

Maluf foi transferido para a penitenciária em 22 de dezembro do ano passado. Ele cumpre pena de sete anos, nove meses e dez dias de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro durante sua gestão como prefeito de São Paulo (1993-1996).

O novo laudo do IML foi feito em resposta a 32 questionamentos feitos pela defesa do deputado, que discordou do primeiro laudo, que chegou à mesma conclusão.

“Acostou-se o laudo da perícia médica do IML, com as respostas aos quesitos formulados pela defesa, no qual se concluiu que o sentenciado está acometido de doenças graves, mas sem indicação de que há algum impedimento ao cumprimento da pena privativa de liberdade recolhido no Centro de Detenção Provisória – CDP, desde que assistido pela equipe médica”, diz um trecho de uma decisão judicial anexada ao processo.

Agora, o juiz Bruno Aielo Macacari decidirá se Maluf continuará na penitenciária ou poderá cumprir pena em regime domiciliar. Para isso, ele vai analisar o parecer do Ministério Público sobre o caso e a manifestação da defesa do deputado, que argumenta que ele deve cumprir prisão domiciliar por conta de sua condição de saúde. Maluf tem 86 anos e sofre de câncer de próstata, problemas cardíacos e na coluna e hérnia de disco.

Maluf foi condenado em maio do ano passado, mas a decisão não tinha caráter imediato. Em dezembro, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a execução da pena começasse imediatamente.

Maluf foi condenado por receber propina em contratos públicos com as empreiteiras Mendes Júnior e OAS quando era prefeito de São Paulo. Os recursos teriam sido desviados da construção da Avenida Água Espraiada, atual Avenida Roberto Marinho. O custo total da obra foi cerca de R$ 800 milhões.

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