Início » Brasil » Novos casos do vírus zika são confirmados
Saúde

Novos casos do vírus zika são confirmados

Fiocruz identifica doença em oito pacientes do Rio Grande do Norte. Há casos não confirmados em vários estados e suspeitas no Rio de Janeiro

Novos casos do vírus zika são confirmados
'Aedes albopictus', mosquito transmissor da chicungunha e do zica (Foto: Wikipedia)

Um novo vírus, chamado zika, começou a circular pelo Brasil. Os mosquitos transmissores da doença são os já conhecidos Aedes aegypti e Aedes albopictus, causadores da dengue e da Chikungunya, respectivamente. Os primeiros casos foram confirmados este mês, na Bahia, e agora cientistas comprovaram a presença do vírus também no Rio Grande do Norte. Há também relatos, não confirmados, de pacientes no Maranhão, em Pernambuco, em Sergipe e na Paraíba, além de suspeitas no Rio de Janeiro.

Cientistas da Fiocruz, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande Norte, analisaram amostras de 21 pacientes de Natal e comprovaram, depois de testes, que o material genético de oito delas era do novo vírus. Nos demais, os especialistas garantem que não se tratava nem de dengue nem de Chikungunya.

Sintomas

Apesar de os sintomas das três doenças serem parecidos, a preocupação dos pesquisadores é, especialmente, com uma eventual ocorrência de surtos simultâneos, o que poderia provocar complicações mais sérias.

Além dos sintomas parecidos com os da dengue e da Chikungunya como dores nas articulações, no corpo e de cabeça, febre, náuseas, diarreia e mal-estar, o zika vírus ainda pode causar fotofobia, conjuntivite e erupções cutâneas por todo o corpo, acompanhadas de muita coceira. A preocupação dos especialistas, na verdade, é a da co-infecção, já que o zika apresenta sinais mais brandos que os das outras duas doenças e que não há mortes registradas.

“Ela parece menos grave, mas é possível adquirir os três vírus ao mesmo tempo, e não sabemos o curso clínico dessa co-infecção com o zika vírus, para o qual não temos imunidade”, explica a virologista Cláudia Nunes Duarte dos Santos, coordenadora da pesquisa e chefe do Laboratório de Virologia Molecular do Instituto Carlos Chagas/Fiocruz Paraná. “Há necessidade de uma investigação profunda para esclarecer isso e adequar os tratamentos”.

Há dois tipos de cepas do zika vírus: uma asiática e outra africana. Segundo Cláudia, as pesquisas do material encontrado em Natal “indicam fortemente” que se trata da cepa asiática. O próximo passo será identificar como e quando ela foi introduzida no Brasil. A hipótese mais provável é que o vírus tenha chegado no país por meio de visitantes estrangeiros durante a Copa do Mundo.

Disseminação silenciosa

De acordo com a pesquisadora, como os mosquitos transmissores da doença já estão presentes em países do continente americano que sofrem surtos de dengue e chicungunha, há a possibilidade de a doença estar se disseminando silenciosamente. Por conta disso, a Organização de Saúde Pan-Americana (Opas), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), alertou sobre o risco de ocorrência de surtos.

Como não existe vacina para nenhuma dessas doenças, o tratamento é apenas sintomático. Recomenda-se o uso de paracetamol para aliviar a febre, além de anti-histamínicos contra a coceira. Já o uso de aspirina (ácido acetilsalicílico) e drogas anti-inflamatórias é desaconselhado, como no caso de dengue, por conta do risco de sangramentos. Além disso, os pacientes devem beber bastante líquido.

Fontes:
O Globo-FioCruz confirma novos casos do vírus zika

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *