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Novos cursos de medicina em cidades sem estrutura recebem aval do MEC

Algumas cidades não contam nem com os pré-requisitos básicos do edital, e agora tem até 18 meses para oferecer o curso

Novos cursos de medicina em cidades sem estrutura recebem aval do MEC
A expansão das escolas médicas é uma das diretrizes do programa Mais Médicos (Foto: Pixabay)

Embora 36 cidades brasileiras tenham recebido o aval do Ministério da Educação (MEC) para abrigar novos cursos de Medicina, algumas delas não cumprem requisitos básicos de infraestrutura, exigidos no próprio edital. Segundo o Estado de S. Paulo, em 11 desses municípios não há o número de leitos públicos exigido pelo MEC ou não têm programa de residência ou hospital de ensino.

O governo federal anunciou os nomes das instituições privadas escolhidas para abrir 2.290 novas vagas no último dia 10. E agora, as entidades têm de três a 18 meses para oferecer os cursos. A expansão das escolas médicas é uma das diretrizes do programa Mais Médicos. A meta do governo federal é ofertar 11.447 novas vagas de Medicina até o fim de 2017, das quais 4.637 foram abertas.

Segundo o edital, publicado em 2013, os municípios deveriam ter mais de 70 mil habitantes, não ser capitais nem ter curso de Medicina. Além disso, era exigida estrutura mínima de saúde, como existência de cinco leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) para cada aluno do curso, além de serviço de urgência e emergência, programa de residência, entre outros detalhes. Depois da avaliação das estruturas desses municípios, no fim do ano passado, os especialistas informaram que, das 39 cidades pré-selecionadas inicialmente, só nove reuniam todas as condições para abrigar o curso.

Para Sigisfredo Brenelli, o presidente da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), o parecer foi ignorado pelo MEC. “Nosso relatório não foi usado. Ele foi engavetado e, praticamente, todas essas cidades receberam a autorização para abrir cursos. Estamos preocupados porque achamos que parte delas não tem infraestrutura física e de recursos humanos para oferecer um curso com qualidade técnica e ética”.

Fontes:
O Estado de S. Paulo-Governo cria novos cursos de Medicina em cidades sem estrutura

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