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‘NYT’ diz que crise no Brasil não é caso de impeachment

Jornal diz que não há provas que justifiquem intervenção no governo e elogia postura de Dilma diante das investigações da Operação Lava Jato

‘NYT’ diz que crise no Brasil não é caso de impeachment
O 'New York Times' elogiou a postura de Dilma e o fato de ela não ter tomado ações para coibir ou influenciar as investigações (Foto: ABr)

Em um editorial publicado esta semana, o jornal New York Times afirmou que a crise política e econômica que afeta o Brasil não configura um caso de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O jornal analisou o cenário político do país, relatando as prisões, os escândalos noticiados diariamente e elogiou a instituição democrática brasileira.

“Ao investigar os pagamentos de propina na Petrobras, promotores federais de uma unidade especial anticorrupção do Ministério Público não foram dissuadidos pela posição ou poder dos investigados, quebrando um ciclo perigoso de imunidade entre governantes e elites”, diz o editorial.

O texto afirma que apesar de as investigações da Operação Lava Jato terem criado muitos problemas para Dilma, o fato de ela não ter tomado nenhuma ação para impedir ou influenciar as investigações é admirável. “[A presidente] constantemente enfatiza que ninguém está acima da lei, e apoiou um novo mandato para o procurador geral que lidera as investigações na Petrobras, Rodrigo Janot”.

O jornal comenta que até agora não foram encontradas provas de ações ilegais da parte de Dilma. Segundo o texto, o fato da presidente ser responsável por políticas que levaram o Brasil a atual crise econômica não é algo digno de impeachment. “Forçar [Dilma] a abandonar a presidência sem provas concretas de corrupção de sua parte causaria danos graves à democracia que vem ganhando força há 30 anos, e não traria nenhum benefício. E não há nada que sugira que outros líderes fariam um melhor trabalho com a economia”.

Fontes:
The New York Times - Brazil’s Rising Turbulence

2 Opiniões

  1. Regina Caldas disse:

    O NYT tem sim um viés de esquerda, Pozzobon. Para grande parte da mídia internacional, o bolivarianismo é conto da carochinha.

  2. Carlos U Pozzobon disse:

    Editorial suspeito. Não existe a possibilidade de que o impeachment venha a alterar a ordem constitucional. Ao contrário, o impeachment está sendo reivindicado pela obediência à Constituição. O artigo acha que a democracia estaria comprometida com o afastamento de Dilma. Os 2 milhões e 300 mil manifestantes que foram as ruas no domingo (16/8/15) acham que a permanência de Dilma compromete a democracia e sua influência no poder, arruína as instituições. Para minha surpresa, o artigo termina com uma confusão acaciana: “But the solution must not be to undermine the democratic institutions that are ultimately the guarantors of stability, credibility and honest government”. Aí tem um dedo do bolivarianismo infiltrado no NYT. Para as instituições garantirem um governo honesto, elas devem ser capazes de destituir um governo desonesto. Se não o fizerem, elas não são mais fortes do que os grupos que assaltaram o poder e se dedicam a pilhagem compartilhada. A democracia não é uma declaração de intenções. Ela exige os corretivos contra os seus estupradores.

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