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O começo da Era Vargas

No dia 11 de novembro, o Congresso foi dissolvido e um governo provisório tomou posse, prometendo eleições em breve. O que veio foi uma ditadura que durou até 1945

O começo da Era Vargas
Getúlio Vargas foi eleito em 34 e deveria deixar o cargo em 38, abrindo novas eleições democráticas e diretas (Reprodução/Internet)

Em 3 de novembro de 1930, Getúlio Vargas tornou-se chefe do governo provisório no Brasil. Dias depois, em 11 de novembro daquele ano, ocorreu a dissolução do Congresso Nacional e uma intervenção em todos os estados, exceto Minas Gerais. No mesmo decreto, foi criado também o Governo Provisório.

O Governo Provisório conseguiu concentrar amplos poderes. Logo após sua instalação, Vargas baixaria um decreto, que garantiu além do Poder Executivo, o Legislativo. Esse arranjo duraria, segundo o texto, até que uma Assembleia Constituinte eleita processasse a reorganização constitucional do país. Com o fechamento do Congresso Nacional e das Câmaras Municipais, foi criado o cargo de interventor federal nos estados.

Essa concentração de poderes fez emergir disputas pelo poder, como a coalizão revolucionária. Nos meses que se seguiram à Revolução de 1930, cresceu entre os constitucionalistas liberais a vontade por uma representatividade autêntica. Isso implicava o cumprimento das promessas de Vargas de convocar uma Assembleia Constituinte. Para acalmar os grupos que exigiam o regresso ao regime constitucional é publicado, a 24 de fevereiro de 1932, o novo Código Eleitoral. A publicação do novo código foi seguida de um decreto que fixava o dia 3 de março de 1933 para a eleição da Assembléia  Constituinte. Embora sem resultados práticos, o grupo tenentista reagiu com manifestações de violenta rejeição às medidas de reconstitucionalização.

Entretanto, crescia o movimento de oposição ao regime que se prolongava. Em 9 de julho de 1932, São Paulo levantou-se em revolta armada, conhecida como a Revolução Constitucionalista. Após dois meses de sítio ao estado, os revoltosos renderam-se às forças federais.

Foram então mais dois anos para a promulgação da nova Constituição. No dia 17 de julho de 1934, Vargas foi eleito presidente da República do Brasil, devendo exercer mandato até a realização das eleições diretas que ocorreriam, não fosse o golpe em 1937, em janeiro de 1938.

 

Leia mais: Revolução de 1930

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3 Opiniões

  1. Leonardo Rodrigues disse:

    Os paulistas foram derrotados sumariamente, sabe por que? Porque queriam defender as velhas e podres oligarquias paulistas que foram depostas por Getúlio. Essa gente atrasada, retrógrada e subalterna aos interesses estrangeiros, se no poder estivessem permanecidos, hoje seríamos mais uma republiqueta, país subdesenvolvido.

    Daí vocês vem distorcer as informações, citando na lide que depois da Revolução de 1930 foi implantada uma ditadura: Grande mentira, que, suponho, deriva daqueles que não gostam do “golpe” de Vargas mas amam o Golpe Militar de 1964.

  2. Dorival Silva disse:

    O leitor Leonardo Rodrigues nega que tenha sido implantada uma ditadura??!! Getúlio derrubou um governo eleito democraticamente, e mandou 15 anos no país. O que é isso, Leonardo? Leia o livro “Olga”, de Fernando Morais, para saber dos horrendos casos de tortura e abusos de Getúlio.

    Quanto a S. Paulo, há décadas é considerado “a locomotiva do país”. É o estado que sustenta todo o resto.

  3. Leonardo Campani disse:

    Livro Olga é referência histórica???
    Fala sério…

    A Era Vargas, de José Augusto Ribeiro é a referência mais completa.

    Governo de Vargas só se tornou uma Ditadura após 38, pois foi tentados vários golpes. Se não fosse Vargas, quem estaria no poder??? O fachismo de Plinio Salgado seria melhor ou o comunismo de Prestes???

    Talvez vocês preferissem o retrocesso da política Café com Leite, até porque as oligarquias paulistas quando voltaram ao poder com o Golpe de 64 mostraram bem sua natureza.

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