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Conflitos na região Norte

O complexo e violento processo de desenvolvimento da Amazônia

Projetos como a Transamazônica e a usina de Belo Monte se tornaram fonte de tensão entre os exploradores e os índios que vivem no trajeto das obras

O complexo e violento processo de desenvolvimento da Amazônia
Indígenas discutem com funcionários que trabalham nas obras de Belo Monte (Reprodução/Wall Street Journal)

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Há quatro décadas, o governo brasileiro abriu cerca de 4 mil km no meio da floresta amazônica para criar o que seria a rodovia Transamazônica.

O faraônico projeto tinha como objetivo integrar a região Norte com o resto do país, mas acabou se tornando uma fonte de tensão entre os exploradores que vieram junto com as obras da rodovia e os índios que vivem em seu trajeto. Por conta disso, a taxa de criminalidade da região disparou.

A violência no Norte do país não é um fato novo, mas está ganhando destaque até na imprensa internacional nos últimos anos por conta do notável aumento populacional e desenvolvimento registrado na região, que nas últimas duas décadas cresceu 50% e chegou aos 25 milhões de habitantes.

Novos migrantes são atraídos pela produção de gado, de soja e as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. Em contraponto, a população residente de aldeias indígenas, antes devastadas por doenças, voltou a crescer, amparada por um melhor acesso a cuidados médicos.

Para a presidente Dilma Rousseff, lidar com os conflitos na Amazônia é uma prioridade. Quatro anos atrás, em sua campanha eleitoral, a presidente prometeu levar desenvolvimento para o Norte do país. Porém, explosão da violência na região mostra o quão complexo é o desenvolvimento moderno da Amazônia.

Para David Cleary, especialista na região e membro do grupo de proteção ambiental Nature Conservancy, o governo deveria reafirmar seu papel na Amazônia. “Com as populações indígenas em expansão as relações com os colonos podem se tornar mais difíceis enquanto o papel que o governo desempenha não fica claro. De repente, tudo sai do controle e as pessoas estão mortas”, diz Cleary.

 

 

Fontes:
The Wall Street Journal-Death in the Amazon: Triple Murder Renews Friction Over Rain-Forest

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