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O impacto do saneamento básico na saúde pública

No Brasil, sétima economia mundial, coleta de esgoto chega apenas a 48% da população

O impacto do saneamento básico na saúde pública
Cerca de 14% da população mundial ainda utiliza a prática do “banheiro a céu aberto” (Reprodução/Alamy)

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Na primeira década deste século, agentes de saúde de várias partes do mundo se dedicaram a combater uma ampla gama de doenças. A meta do Banco Mundial é estabelecer o acesso universal à saúde até 2030.

Em meio ao esforço para oferecer melhores condições de saúde, a questão do saneamento básico ganhou destaque. O descarte apropriado dos dejetos humanos é crucial para impedir a contaminação da água e, por consequência, o alastramento de doenças, como cólera.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cada dólar gasto com saneamento básico gera uma economia de US$ 5,50 em redução de gastos com saúde e aumento da produtividade.

O preocupante é que cerca de 14% da população mundial ainda utiliza a prática do “banheiro a céu aberto”, sem privadas nem descarte apropriado dos dejetos. Nos países pobres, esse percentual é de 21%. Curiosamente, nos países de renda baixa à média esse percentual sobe para 32%. A Índia, por exemplo, está se tornando uma potência econômica, mas 48% da população do país usam as ruas como banheiro.

No Brasil, apenas 48,% têm acesso à coleta de esgoto

Apesar de ser a sétima economia mundial, em 2011 o Brasil ocupava a 112ª posição entre 200 países analisados no quesito saneamento básico pelo Instituto Trata Brasil (confira aqui o levantamento completo).

Segundo o levantamento, a coleta de esgoto chega apenas a 48,1% da população brasileira. No Nordeste, cerca de 13,5 milhões não têm acesso ao saneamento básico. A Bahia é o estado com o maior número de residências sem coleta de esgoto (3,3 milhões), seguida do Ceará (1,9 milhão). No Sul, os estados que registram mais sofrem com a falta de saneamento são o Rio Grande do Sul (2,8 milhões) e Santa Catarina (1,9 milhão). Já o Sudeste, região com os maiores índices de cobertura, cerca de 8,2 milhões de moradias não contam com coleta de esgoto.

Dados do Ministério da Saúde divulgados em 2013 mostram que se houvesse uma cobertura ampla do saneamento básico no Brasil, a média de internações por infecções gastrointestinais registrada naquele ano cairia de 340 mil para 266 mil, o que representaria uma economia de 121 milhões.

Fontes:
The Economist-Why sanitation should be sacred
Terra-Brasil é o 112º em ranking de saneamento básico mundial

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3 Opiniões

  1. Maria Jose S Frasier disse:

    Nao entendo porque ao compartilhar qualquer assunto, agora aparece a foto do bigodudo passando a mao na perna da “mocinha”???????

    Erro do site???

  2. rene luiz hirschmann disse:

    O chavão de “sétima economia” do mundo não decola mesmo, um crescimento do PIB de 0 a 2%, um índice de IDH muito baixo, um dos países mais violentos do mundo, 40% da população analfabeta ou quase, 80% da população ganhando 1 salario minimo de fome, aposentados em corredores de hospitais, uma criminalidade crescente, uma corrupção abundante, um judiciário que só prende pobre, empresários beneficiados com super faturamentos, um ensino precário onde não existe professores e escolas públicas adequadas, favelas administradas por milicias, será uma sétima economia do mundo?,

  3. Harlei Cursino Vieira disse:

    Durante a cerimônia, a presidente destacou a importância da parceria entre o governo federal, estados e municípios para ampliar a rede de esgoto sanitário e abastecimento de água no país. “Saneamento básico, abastecimento e tratamento de água e esgoto têm, num país como o nosso, uma importância fundamental porque é um setor no qual tradicionalmente não se investiu muito ao longo das décadas passadas”, disse.

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