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Coluna Esplanada

O ‘não’ de Levy para Temer

Em viva-voz, ministro da Fazenda disse um baita ‘não’ a um pedido do vice-presidente, que recebia dez senadores no Palácio do Jaburu na última quarta

O ‘não’ de Levy para Temer
Ministro Joaquim Levy e vice-presidente Michel Temer (Fonte: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Um episódio constrangedor para o vice-presidente Michel Temer, na última quarta, revela o poder dos empresários de transporte coletivo e o esforço descomunal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pelo ajuste fiscal. Em viva-voz, Levy disse um baita ‘não’ a um pedido de Temer, que recebia dez senadores no Palácio do Jaburu. Os senadores queriam que o Governo mantivesse a desoneração das alíquotas da folha de pagamento para transportes. Temer ligou na hora para Levy, e ouviu o ‘fora’.

Saída elegante

Constrangido e vermelho de raiva, o vice-presidente desligou e afirmou que enviaria uma MP de desoneração do setor para a Câmara.

Rifado

Não foi preciso. O Senado aprovou na mesma noite a proposta da Câmara, mantendo a desoneração para o setor. Mas o episódio marcou como Levy tem sido rifado.

Balela

Os senadores, pressionados pelos donos de empresas de ônibus, alegam que a oneração da folha pode aumentar o preço da passagem. Puro ‘terrorismo’.

Vem reintegração aí

O Ministério da Justiça revela à Coluna um balanço surpreendente sobre invasão de condomínios do ‘Minha Casa, Minha Vida’. Já são 204 denúncias em apuração em 14 estados. Muitas delas do estado do Rio, onde haverá mais operações de reintegração.

Diagnóstico

As denúncias são do Rio, Bahia, Minas, São Paulo, Paraná, Maranhão, Santa Catarina, Pará, Rio de Grande do Sul, Pernambuco, Piauí, Acre, Ceará e Paraíba. Um grupo interministerial trabalha em interface com as secretarias de Segurança dos estados, ‘em especial no Rio, onde já há investigações e operações capitaneadas através da Draco’.

Follow the money

O deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), relator da CPI dos Fundos de Pensão, entrega o roteiro da comissão: ‘Vamos convocar os diretores de investimentos dos fundos e depois mapear para onde foi o dinheiro’. Os deputados estão curiosos para saber como o dinheiro tem sido aplicado em empresas que quebram facilmente.

A conferir

A presidente Dilma vai anunciar na COP21 de Paris, em dezembro, que o Brasil deve atingir a meta de reduzir de 24 mil km² para 3 mil km²/ano o desmatamento no País.

Sem-teto real

O senador Randolfe (PSOL-AP) vai retomar audiência pública com famílias vítimas de invasões do programa Minha Casa, expulsas de seus lares e cidades pelo tráfico.

Diário Oficial

Antes de decidir deixar a Articulação Política para o ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil), o vice Michel Temer telefonou para os ministros do PMDB para ouvi-los, e também tranquilizá-los. Padilha, que já tocava tudo, agora terá o nome exposto.

Garantias

Vai a sanção da presidente Dilma uma lei de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) que dá direito a famílias sacarem de imediato o FGTS em caso de desastres naturais e catástrofes. Efeito da tragédia do verão de 2011 na serra fluminense.

Pacote fechado

A presidente Dilma aguardava a chegada da chanceler Angela Merkel, da Alemanha, para se reunir com ela e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Com a ajuda da alemã, a dupla preparou o programa do Brasil para apresentar na COP21, em Paris.

Mais uma

Com dinheiro doado por Merkel — uns 50 milhões de euros –, o Governo pretende criar a Secretaria Especial de Florestas, sob tutela do Ibama.

Lupa neles!

O Ministério do Planejamento terá de informar ao deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) — Req. 911/15 — o valor das dívidas perdoadas pelo governo brasileiro a países da África.

Ponto Final

‘Estou aaaaabsolutamente tranquilo’.
Eduardo Cunha, presidente da Câmara, negando com eco a renúncia do cargo.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

5 Opiniões

  1. Gerhard Erich Boehme disse:

    Neste ritmo o Engenheiro Jaoquim Levy poderá fazer muito pouco, senão vejamos, cogitaram a venda de apena 25% da participação da BR Distribuidora. 25% é muito pouco. O Estado deve se desfazer de todos os ativos que não estão relacionados a sua competência, com exceção, no meu entender, de sua participação nas áreas onde temos monopólios naturais ou tecnológicos.

    Repito, não sou economista como Dilma, mas engenheiro (UFRJ) como Joaquim Levy e administrador (UFPR) como Guilherme Afif Domingos que são alguns dos poucos profissionais competentes que assessoram a Presidenta Dilma no momento. O Brasil necessita ser reconstruído. Mantega se especializou na tentativa de criar o Perpetuum Mobilie, queria provar a todos que dava para se suspender segurando nos próprios suspensórios. Um perfeito idiota keynesiano. Quebrou o país.

    Agora Dilma deveria fazer o mínimo com inteligência, começando por responder a cinco perguntas fundamentais:

    a) Quais são as tarefas autênticas do Estado para que ele possa ser eficaz nos seus resultados?
    b) Em que nível, federal, estadual ou municipal, devem ser realizados? E qual é o papel de cada poder?
    c) Como controlar os gastos estatais e impedir que eles se expandam continuamente e que os recursos que deveriam ser destinados aos bens e serviços públicos não sejam retirados ou desviados por políticos e sindicalistas?
    d) De onde são retirados estes recursos para que o Estado venha a cumprir seu papel?
    e) E o Estado será mais eficiente e eficaz que a iniciativa privada na alocação destes recursos?

    E assim dar os passos certos:

    1. Desfazer de ativos, como ações e participações em estatais. O ideal seria reduzir a participação do Estado nas estatais apenas quando esta atua em setores onde se tem monopólio natural ou monopólio tecnológico.
    2. Vender imóveis que possuem valorização acima da média do mercado e posicionar as entidades públicas em locais onde pode possam servir de indutoras de desenvolvimento e inibirem a descriminação espacial. Apoiar em todo o Brasil para que os municípios induzam o crescimento criando os chamados “Centro Cívicos” e as “ruas de cidadania”, aquele induzindo o crescimento onde a cidade possa ter a infraestrutura com baixo custo e ambientalmente sustentável, como o abastecimento de água e tratamento de esgoto.
    3. Assegurar medidas que ponham o fim na insegurança jurídica da propriedade. E estas igualmente causam impacto no fim da discriminação espacial.
    4. Concentrar a gestão do governo em poucos ministérios, dando exemplo assim a toda a sociedade que está cansada de termos governantes que são personagens principais do conto infantil “O Reizinho Populista” de Luis Pasos.
    5. Introduzir na gestão pública conceitos não apenas alinhados à excelência empresarial, como também o uso do OBZ – Orçamento Base Zero.
    6. Apoiar as famílias e empresas para que sejam adotadas práticas de gestão que comprovadamente causam impacto na sociedade, principalmente reduzindo o desperdício, onde no Brasil ultrapassa mais de 30% de tudo que se consome, a começar pelos alimentos. Deveríamos ter um Programa nacional abrangente que contemple os 3R + 8S.
    7. Ter o entendimento do que cabe ao 1º Setor, 2º Setor e 3º Setor. E ter o entendimento claro da importância na observação do princípio da subsidiariedade e o que de fato são bens e serviços públicos, com destaque a sua principal característica:

    “Bens e serviços públicos têm como característica essencial a impossibilidade de limitar o seu uso àqueles que pagam por ele ou a impossibilidade de limitar o acesso a eles através de restrições seletivas, com uma única exceção eticamente aceitável: o privilégio ou benefício dado ao deficiente físico ou mental .” (Gerhard Erich Boehme)

    “Um Estado, o chamado 1º Setor, deve apenas atuar subsidiariamente frente ao cidadão e não estar voltado para ocupar o papel que cabe ao 2º Setor – pois assim se cria o estado empresário e com ele fomenta-se o clientelismo, a corrupção e o nepotismo – ou 3º Setor – pois assim se promove o Estado populista que cria ou alimenta os movimentos (antis)sociais, o paternalismo e o assistencialismo, bem como que abre espaço para a demagogia político e perda da liberdade e responsabilidade do cidadão. Caso contrário ele acaba criando o 4º Setor – quando o poder coercitivo (tributação, defesa nacional, justiça e segurança pública) do Estado deixa de ser exercido por ele e é tomado por parte de segmentos desorganizados ou não da sociedade – cria-se então o Estado contemplativo, que prega a mentira, pratica a demagogia e o clientelismo e cria o caos social através da violência e desrespeito às leis”. (Gerhard Erich Böhme)

    Entenda melhor com a explicação do Ministro Guilherme Afif Domingos: http://www.youtube.com/watch?v=GwGpTy-qpAw

    Leia mais:

    4º Setor cresce no Brasil
    http://xa.yimg.com/kq/groups/10758151/2125435093/name/4%C2%BA+Setor+em+crescimento+no+Brasil.pdf

  2. Gerhard Erich Boehme disse:

    O que vemos são políticos alheios à crise que vivemos. é bem por isso que Dilma deve renunciar juntamente com Temer.

    A incompetência de Dilma Vana e, como vemos, de seu vice, de um lado visa manter “seu governo” e preservar os pescoços e assegurar a impunidade, com destaque a do peta. Mas a manutenção dela no poder tem efeitos perversos sobre a sociedade:

    a) os artifícios contábeis, como estes das pedaladas;
    b) a impressão fraudulenta de moeda via empréstimos do Tesouro aos bancos estatais, como o BNDES, o que que leva ao mais cruel dos impostos;
    c) o aumento da carga tributária, que torna os brasileiros mais que 50% escravos, pois não retorna em bens e serviços públicos;
    d) o aumento do endividamento e o que é pior, a rolagem da dívida, penalizando não apenas a nossa, mas as futuras gerações;
    e) o aumento dos preços dos bens e serviços administrados direta ou indiretamente pelo governo, como os produtos das estatais ou delas dependentes;
    f) a má gestão, pois em vez de administrar o país visando dar ao brasileiro mais liberdade e cobrar de todos mais responsabilidade, o que se observa é a gestão com o fim em si mesmo;
    g) o aumento da barganha política, no troca-troca bem ao estilo do PT – Partido dos Trabalhadores​ e de sua tropa de choque de camisas pardas, que se vestem de vermelho, preto ou furta-cor e se promovem na Avenida Paulista.
    g) o aumento do populismo e da demagogia nas suas ações, alimentando a oclocracia e não a democracia, pois cria assim válvulas de alívio e válvulas de segurança, tal qual as panelas de pressão ou um vaso de pressão em uma petroquímica.

    Não exigir a sua renúncia é apostar na continuidade destes e tantos outros efeitos perversos na sociedade, com destaque a forma com que endossam as ações que visam a submissão ao Foro São Paulo, com destaque ao aumento do consumo da craconha que é o produto carro chefe de sua associação com os carperos e o EPP – Exército do Povo Paraguaio e que amplia o mercado do principal produto vindo do país presidido pelo índio sindicalista cocalero.

  3. Victor Ivens disse:

    Com relação ao COP21 de Paris, tenho uma preocupação imensa com o desempenho verborrágico da nossa “lídera”. O Brasil enfrenta crise interna, política e econômica, e essa reunião é provavelmente um dos pontos mais importantes da história recente da raça humana, a título de preservação, não gostaria de enfrentar uma crise ambiental e mesmo de relações exteriores. Gostaria sim que a sra. Dilma inventasse uma dor de barriga e enviasse qualquer emissário para essa reunião. Tenho medo pelo Brasil, tenho medo pelos humanos.

  4. Ivaldo Roland disse:

    temer deve esperar deitado numa rede sobre o arquivamento da mp da desoneração de folha da máfia dos transportes que disse que vai enviar para a câmara…ora, se o sub do governo, sub do pmdb…sub mais do que? tá vendo seu coleguinha cunha ser fritado, será que ele acha mesmo que isso passa? os empresários já devem ter sentido com quem está o poder.

  5. Everaldo Uzeda rodrigues da costeais disse:

    O povo questiona Dilma do governoe colocar quem? O presidente do Senado, o presidente da câmara, quais os corruptos tomam o seu lugar. Se houve corrupção nas urnas eletrônicas, como prová-lo?

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