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Preconceito

O outro lado do Carnaval

Apesar da imagem de liberdade que o feriado costuma passar, a realidade brasileira é marcada pelo preconceito

O outro lado do Carnaval
A imagem de liberdade que o Carnaval passa pode não ser a realidade para muitos. O preconceito e a homofobia ainda estão arraigados no Brasil (Reprodução/Internet)

Durante os dias de folia, homens e mulheres se fantasiam com muita criatividade. Seja na Sapucaí ou nos blocos de rua, multidões festejam o evento artístico. Apesar de o Carnaval ser comemorado em diversas cidades do Brasil e até em outros países, o Rio de Janeiro é considerado a capital mundial do Carnaval. Mais de 900 mil turistas são esperados para o desfile oficial da próxima sexta-feira, 13, no Sambódramo.

No entanto, a imagem de liberdade e permissividade que o Carnaval passa pode não ser a

O travesti conhecido como Piu, passista da Beija-Flor, foi encontrado morto com sinais de tortura (Foto: Reprodução/Internet)

O travesti conhecido como Piu, passista da Beija-Flor, foi encontrado morto com sinais de tortura (Foto: Reprodução/Internet)

realidade para muitos. O preconceito e a homofobia ainda estão arraigados no Brasil. De acordo com um relatório do Grupo Gay da Bahia, em 2013, foram contabilizados 312 assassinatos, mortes e suicídios de gays, travestis, lésbicas e transexuais brasileiros vítimas de homofobia e transfobia. A cada 28 horas, em média, de acordo com o levantamento, um gay, bissexual ou transgênero é morto no país.

Beatriz Cordeiro, do Projeto Damas, que trabalha com a inserção dos transexuais no mercado de trabalho, disse ao Guardian: “Estrangeiros vêm para o Carnaval esperando sexo e amor livre, mas a imagem que o Brasil exporta de liberdade é falsa. Ainda há muito preconceito na sociedade”.

No final de janeiro, Claudio da Silva, travesti conhecida como Piu, que era passista da escola de samba Beija-Flor, foi encontrada morta com sinais de espancamento e seis perfurações de tiro.  Imagens de tortura a que Claudio teria sido submetido, supostamente no Morro da Mina, em Nilópolis, foram postadas na internet. Perfis falsos em redes sociais disseram que Piu tinha ido até o morro a mando de milicianos. No entanto, seus familiares negam que Claudio tivesse qualquer ligação com criminosos.

Fontes:
The Guardian-Brutal killing of a samba ‘queen’ exposes dark world behind the glitter of carnival
Estado de S. Paulo-Travesti passista da Beija-Flor é morta em Nilópolis
Extra-Travesti passista da Beija-Flor é encontrada morta após tortura em favela
Rio Carnival-O Guia de Carnaval do Rio de Janeiro
Brasil Post-Uma morte LGBT acontece a cada 28 horas motivada por homofobia

4 Opiniões

  1. Ludwig Von Drake disse:

    Não sei do que estão reclamando os homossexuais, mais de 50 mil pessoas foram assassinadas em 2013 no Brasil, apenas 312 eram gays. Logo, é mais seguro ser gay.

  2. Áureo Ramos de Souza disse:

    Se um homem quer ser uma mulher ou vice-versa o problema é deles, agora desde criança sei que Deus criou um HOMEM E UMA MULHER porque querem inverter a Crianção do Criador DEUS? Não tenho nada contra, mais que é feio é. Quando criança as mulheres andavam de mão dada mais como amigas e ninguém ligava, mas hoje se beijam, moram juntas ou moram juntos, É O FIM DO MUNDO MEU DEUS. PORQUE O SENHOR NÃO ARREBATA LOGO OS QUE SÃO SEUS.

  3. ney disse:

    Acho o Carnaval imoral.

  4. Roberto1776 disse:

    Pelo que temos visto nos últimos anos, quanto mais se insiste nesta história de homofobia ser crime, de proibir alguém de sentir repulsa por atos escancarados de homossexualidade, de incentivar pré-adolescentes a discutir e duvidar de seu sexo pior fica a situação dessas pessoas (GLT etc) que passaram a ser vitrine a ser atacada por delinquentes comuns.
    Ao que tudo indica, o Brasil não está sabendo enfrentar este problema de maneira natural.
    Estamos apenas copiando as besteiras politicamente corretas dos Estados Unidos.
    Urge que se produza um novo “approach” para enfrentar este tema, sem criminalizações especiais quando a vítima é uma pessoa desarmonizada com o seu sexo natural.
    Como está não pode ficar. O preço que essas pessoas pagam está sendo alto demais.

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