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O que os cidadãos escrevem para Dilma Rousseff

Em 2011, Dilma recebeu 70.672 emails ou cartas com pedidos, sugestões, críticas e elogios

O que os cidadãos escrevem para Dilma Rousseff
Cartas são utilizadas por equipe de Dilma Roussef para discursos e viagens (Reprodução/Internet)

Em 2011, primeiro ano de mandato de Dilma Rousseff, foram enviados ao Palácio do Planalto 70.672 e-mails ou cartas com palavras destinadas à presidente. O conteúdo é diversificado: críticas à corrupção e à burocracia na administração pública, sugestões de incentivos à iniciativa privada, pedido de redução de impostas e indulto a presos ou cargos públicos e palavras de apoio para a presidente. Além disso, mesmo já tendo anunciado que não vai se envolver em campanhas eleitorais para as eleições municipais deste ano, Dilma tem recebido também pedidos de apoio para as disputadas em outubro.

Embora o Palácio do Planalto não divulgue as mensagens na íntegra, sob o argumento de violação de correspondência, antes de emitir uma resposta ao cidadão que escreveu à presidente, a Diretoria de Documentação Histórica do gabinete pessoal de Dilma cria um banco de dados com detalhes das cartas e e-mails.

As informações são utilizadas pela equipe de Dilma para a elaboração de discursos e preparativos para viagens. A correspondência serve também para medir a receptividade, as demandas da população e a visão dos estrangeiros do Brasil.

Estatísticas

No método de registro do Palácio do Planalto, uma correspondência não pode ser catalogada em mais de um assunto. Com isso, 31.332 manifestações à presidente foram registradas como críticas ao governo, 27.157 sugestões, 23.951 pedidos, 9.932 elogios e 3.609 denúncias. Os cidadãos que escrevem para a presidente têm entre 21 e 60 anos e são, em maioria, de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

De acordo com o diretor de Documentação Histórica do gabinete pessoal da presidente, Claudio Soares Rocha, os estados mais politizados são os que mais escrevem. As críticas, em geral, são relacionadas com a corrupção, burocracia, sistema penitenciário, segurança pública e a construção da hidrelétrica de Belo Monte.

Já as sugestões são direcionadas para políticas de segurança pública, administração da máquina federal, educação e também sobre economia. Entre as medidas sugeridas estão e diminuição da carga tributária e políticas de apoio aos empresários. Os pedidos são especialmente de indulto de presos, moradia, proteção social e cargos públicos. Os tipos de pedidos variam de acordo com cada região. Por exemplo, o Distrito Federal pede mais cargos públicos, enquanto a Bahia maior proteção social.

Os países que mais escrevem para o Palácio do Planalto são Estados Unidos, Portugal e Espanha. O primeiro país da América do Sul a aparecer na lista é a Argentina, na oitava posição: “Todo mundo critica que o brasileiro está de costas para a América Latina, mas a América Latina está de costas para o Brasil também”, disse Rocha. Os assuntos mais recorrentes nas cartas vindas do exterior são críticas à construção de Belo Monte, aos direitos humanos e ao meio ambiente. Os pedidos, geralmente, são de autógrafos.

Todas as correspondências que contêm endereço do remetente e não são idênticas a outras mensagens, são respondidas em português. As respostas informam ao cidadão que as opiniões, sugestões e críticas foram registradas e, caso sejam embasadas, serão encaminhadas aos ministérios dos assuntos correspondentes.

 

Fontes:
Valor Econômico - O que os brasileiros escrevem à presidente

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