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EDUCAÇÃO NO BRASIL

OCDE critica cotas e propõe mensalidade em universidades públicas

Relatório do organismo diz que a lei trata apenas de um sintoma e 'não do problema como um todo' e põe ações afirmativas na berlinda

OCDE critica cotas e propõe mensalidade em universidades públicas
Para a OCDE, a isenção de mensalidade deveria deveria beneficiar apenas aqueles que realmente não dispõem de recursos (Reprodução/internet)

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De acordo com o relatório “Investing in Youth: Brazil” (Investir na Juventude: Brasil), publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), “não é possível dizer que as cotas são o melhor caminho para reduzir disparidades sociais na educação superior do Brasil, nem está claro que a medida acabe com a raiz do problema”.

Segundo a organização, ao invés de políticas afirmativas, o governo deveria considerar a cobrança de mensalidade em universidades federais daqueles que dispõem de recursos, mantendo a isenção para os estudantes que apresentem limitação financeira.

Inicialmente, o estudo analisou o caminho seguido pelo estudante até o mercado de trabalho. Em um capítulo dedicado ao panorama da educação no Brasil, a OCDE afirma que o acesso ao ensino superior de qualidade no país é “extremamente desigual”. Para a organização, não há diferença entre cotas sociais e cotas raciais, já que nenhuma delas resolve o problema.

“Se por um lado as cotas podem ajudar a elevar a participação das minorias raciais no ensino superior, por outro elas tratam apenas de um sintoma e não do problema como um todo. Na realidade, o problema surge muito antes: nos baixíssimos níveis educacionais das minorias raciais que só têm acesso aos piores serviços de educação que a rede pública oferece”, explica o economista Stijn Broecke, um dos pesquisadores da OCDE que elaboraram o relatório.

O Ministério da Educação (MEC) discorda da avaliação OCDE. Para o ministro José Henrique Paim, o mecanismo assegura vagas aos mais pobres e a minorias étnicas. “A Lei das Cotas assegura a mudança no perfil dos estudantes brasileiros, com a inclusão dos mais pobres, indígenas e negros”, considera o ministro.

A OCDE é reconhecida mundialmente por gerar indicadores e pesquisas de mercado e educacionais de excelência, como o Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), do qual o Brasil participa. A organização foi fundada em 1961 por 34 países, para estimular o progresso econômico.

Fontes:
O Globo-Relatório questiona Lei das Cotas e sugere mensalidade em faculdade pública

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3 Opiniões

  1. Mauricio Fernandez disse:

    Sou contra qualquer tipo de cotas. O brasil já tem cotas demais. A questão aqui é racial. Se, brancos pobres tem dificuldades em ingressar nas universidades públicas o que sobra então para os negros? Absolutamente nada. O que se tenta é reparar, ou, mascarar a imensa dívida que o pais têm com os negros brasileiros por conta da desumana escravidão que tem seus reflexos profundamente enraizados na sociedade brasileira atual, vigiados de muito perto pelos racistas de plantão. A orquestração racista é tão vergonhosa e descarada que se propala sem o mínimo pudor ou decência que um formando proveniente das cotas sabe menos do que outro não cotista. Um absurdo hediondo a serviço da idiotia galopante da nossa ‘intelectualidade’ escravagista.

  2. Amilcar Cabral disse:

    Enganam os pobres e negros com bolsas e cotas, e quando eles conseguem chegar à universidade não encontram nada lá, porque o nível do ensino vem caindo a muito tempo. Não devemos ter medo de atacar o problema com as palavras certas em nome de um politicamente correto que considera pobres e negros cidadãos de segunda classe.

  3. Áureo Ramos de Souza disse:

    No Brasil se faz COTA até pra soltar presos

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