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Educação no mundo

OCDE alerta para o declínio mundial no acesso à educação

Relatório da organização inclui o Brasil na relação dos países que precisam adotar medidas em prol da educação de qualidade

OCDE alerta para o declínio mundial no acesso à educação
O documento adverte que muitos jovens estão alcançando qualificações mais baixas que a de seus pais, mesmo nos países mais ricos (Reprodução/Internet)

Um relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alerta que a mobilidade social através da educação está diminuindo em todo o mundo. Segundo o documento, o aumento do acesso à educação não está sendo acompanhado do aumento na qualidade desse bem, nem mesmo nos países desenvolvidos.

O relatório  Education at a Glance, convocou governos a participarem mais, para garantir que todos tenham a oportunidade de receber uma boa educação no início da vida.

Segundo Ángel Gurría, secretário-geral da agência, o maior acesso à educação não se traduziu em uma sociedade mais inclusiva. “Os benefícios da expansão da educação foram compartilhados pela classe média, mas não escorrem para as famílias menos favorecidas. Em termos relativos, as crianças de famílias de baixa escolaridade tornaram-se cada vez mais excluídas dos benefícios potenciais que a expansão da educação prevê para a maioria da população”.

O relatório adverte que muitos jovens estão alcançando qualificações mais baixas que a de seus pais, mesmo nos países mais ricos; 16% da população na faixa etária de 25 a 35 anos têm aptidões mais baixas que as de seus pais, em comparação com 9% dos que têm entre 55 e 64 anos de idade, considerando os 34 países membros da OCDE.

Por esse motivo, a organização emitiu uma alerta aos governos dos Brasil, China, Colômbia, Índia, Indonésia, Letônia, Rússia, Arábia Saudita e África do Sul.

Em média, os países membros da OCDE aumentaram os gastos com ensino em 6 %, entre 2008 e 2011. Dentre os pesquisados, apenas seis cortaram os investimentos no setor: Estados Unidos (3%), Rússia (5 %), Estônia (10%), Hungria (12%), Islândia e Itália, os dois últimos em 11%.

Fontes:
New York Times-Agency Warns About Decline in Access to Education

2 Opiniões

  1. Markut disse:

    A surpresa dessa constatação é que ela é abrangente, a nivel da OCDE, justamente quando os amplos recursos de comunicação de que dispomos seriam favoraveis a um incremento na luta vital contra o analfabetismo e a má qualidade do ensino básico.
    Depreende-se daí que a falta do indispensável apetite político é o grande entrave.
    Há, aparentemente, um claro objetivo , subliminar, em que se teme o melhor esclarecimento da massa, que a torna mais consciente e contestadora.
    No Brasil, isso é muito claro.
    A propósito, não entendí a conclusão do co- respondente Ludwig Von Drake.

  2. Ludwig Von Drake disse:

    Isso derruba o paradigma de que o acesso à educação é essencial para a melhoria das condições de vida das pessoas. E confirma a tese de que coisa boa não é de graça.

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