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SAÚDE

OMS classifica São Paulo como área de risco para febre amarela

Órgão recomenda vacina a todos que visitem qualquer área do estado

OMS classifica São Paulo como área de risco para febre amarela
Desde janeiro de 2017, a doença já causou 21 mortes no estado (Foto: Flickr/Pedro Ventura/Agência Brasília)

O aumento de casos de febre amarela em São Paulo fez com que a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluísse, na última terça-feira, 16, todo o estado na área de risco da doença. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, 21 mortes confirmadas por febre amarela silvestre ocorreram desde janeiro de 2017.

Com a inclusão do estado de São Paulo, a OMS recomenda que todos os viajantes internacionais sejam imunizados contra o vírus. Apesar de a OMS ter incluído todo o estado, não necessariamente a capital também é foco da doença. A decisão é vista como praxe, já que as autoridades de outros países não têm como saber para que parte de São Paulo cada viajante vai.

A OMS também passou a considerar como áreas de risco de contaminação a porção norte do Rio de Janeiro, o sul da Bahia e todo o Espírito Santo. Já estavam na lista: todos os estados Norte e do Centro-Oeste, além de Maranhão, Minas Gerais e partes dos Estados de região sul, São Paulo, Bahia e Piauí.

Segundo o órgão, entre dezembro de 2016 e junho de 2017, 777 pessoas foram contaminadas, sendo que 261 delas morreram por causa da doença em oito estados (Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerias, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantis) assim como no Distrito Federal.

A OMS especificou que a definição de áreas onde o risco de contaminação é alto está em constante atualização. O surto também é grave em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

A importância da vacina

A febre amarela é uma doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue, chikungunya e zika. A doença normalmente causa febre, dor de cabeça, icterícia, dores musculares, náusea, vômitos e fadiga. No entanto, alguns pacientes que contraem o vírus desenvolvem sintomas graves. Aproximadamente metade deles morre entre sete a dez dias após a infecção.

A imunização é a melhor forma de se prevenir contra a doença. Uma única dose padrão é necessária para se imunizar. Em casos de viagem para lugares com alto risco de contaminação, a vacinação deve ser feita com pelo menos dez dias de antecedência. A OMS também recomenda que as pessoas evitem os mosquitos com blusas de manga longa e calças compridas, além do uso de repelentes.

Na semana passada, o Ministério da Saúde anunciou que vai adotar, entre fevereiro e março, uma versão fracionada da vacina na Bahia, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em vez de a dose ter 0,5 ml, vai ter 0,1 ml. A medida é recomendada pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) como uma das estratégias na necessidade de eventuais campanhas de larga escala, como no caso da ameaça de falta de abastecimento do imunizante.

O fracionamento não tem a intenção de servir como estratégia de longo prazo nem de substituir as rotinas estabelecidas nas práticas de imunização. É importante ressaltar que a eficácia do imunizante é a mesma tanto na dose padrão quanto na fracionada. A diferença é o tempo que o imunizante protege o indivíduo. Na dose padrão, o indivíduo fica protegido por toda vida. Já na dose fracionada, por oito anos, segundo estudos realizados pelo Instituto Biomanguinhos, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), fabricante da vacina.

Em São Paulo, o governo estadual antecipou de 3 de fevereiro para o próximo dia 29 de janeiro o início de vacinas fracionadas. Além disso, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) anunciou o aumento da meta de pessoas a serem imunizadas, de 6,3 milhões para 7 milhões.

Leia também: São Paulo tem 23 parques fechados por prevenção contra febre amarela

Fontes:
DW-OMS põe todo estado de SP em área de risco para febre amarela
PAHO-OMS passa a considerar todo o estado de São Paulo como área de risco para febre amarela
Valor Econômico- OMS inclui todo o estado de SP como área de risco da febre amarela
G1-OMS inclui todo o estado de São Paulo em área de risco de febre amarela

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