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OMS quer mais rigor nas medidas contra o tabaco

Maior taxação e controle da venda de cigarro estão entre as medidas sugeridas pela organização

OMS quer mais rigor nas medidas contra o tabaco
O tabagismo causa cerca de 200 mil mortes por ano no país, segundo o Ministério da Saúde (Reprodução/internet)

Durante a sexta reunião da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil e outros 178 países aprovaram diretrizes mais rigorosas contra o fumo.

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Embora as recomendações não tenham peso de lei, servem de base para que as nações participantes adotem medidas em suas esferas, método que tem contribuído para a redução do tabagismo nos últimos anos, principalmente no Brasil.

Dentre as decisões acordadas durante o encontro, realizado no último final de semana em Moscou, estão o aumento dos impostos sobre o cigarro – a OMS sugere uma taxa de 70% sobre o preço do maço – e a regulamentação de produtos como cigarros eletrônicos e narguilés (espécie de cachimbo de água). No Brasil, a estimativa é de que até 2015 o maço tenha alta de 55%.

Representantes dos países, ONGs e OMS participaram de intensos debates para a conclusão do documento – criado em 2003 – que recebe adendos periodicamente, à medida que as ações avançam.

“Apesar dos esforços da indústria do tabaco, importantes decisões foram aprovadas”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

Maior controle

A chefe secretariada da convenção, a brasileira Vera Luiza da Costa e Silva, disse em entrevista ao Globo que haverá uma posição mais firme na responsabilização da indústria, no caso de litígios, sobre malefícios e mortes causados pelo cigarro.

Além disso, haverá um maior controle sobre a propaganda nos pontos de venda, a exemplo da Austrália, onde os maços são neutros, sem o rótulo de cada marca.

Segundo Vera Luiza, produtos sem combustão ou nicotina, como o narguilé, o tabaco mascado ou aspirado, os cachimbos d’água e os cigarros eletrônicos, deverão ser regulamentados.

O Brasil hoje é o maior exportador e o segundo maior produtor de tabaco do mundo, porém, as restrições internacionais contra o fumo vêm se refletindo, também, no enfraquecimento do setor.

“O Brasil teve um papel importante nesse tema nas discussões porque o governo federal tem apoiado a diversificação da produção do tabaco, investindo em políticas públicas para que os agricultores deixem de plantar tabaco e comecem a produzir alimentos”, afirmou Vera Luiza.

Segundo o Ministério da Saúde, o tabagismo causa cerca de 200 mil mortes por ano no país.

Fontes:
O Globo-OMS pede medidas mais restritivas contra o tabaco

1 Opinião

  1. troiano disse:

    Quando 56.000 pessoas morrem todos os anos no país por falha ou por falta de uma Segurança Pública mais eficaz e pouca coisa se fala ou se faz a respeito, paira uma dúvida se o governo adota essas medidas querendo cuidar apenas para que os nossos lindos olhos continuem abertos ou se o faz unicamente para arrecadar mais impostos.

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