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Copa e eleições

Onda de protestos deve se repetir em 2014

Especialistas dizem que Copa e eleições seriam o estopim para os protestos

Onda de protestos deve se repetir em 2014
Manifestantes tomaram as ruas de várias cidades do país em junho deste ano (Fonte: Reprodução/AP)

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Em entrevista ao Portal Uol, especialistas disseram que a onda de manifestações que tomou as ruas de várias cidades do país neste ano pode se repetir em 2014.

Ainda de acordo com os especialistas, a Copa do Mundo e as eleições seriam o estopim para os protestos.

“Como todo ano eleitoral, há maior tendência de ocorrerem movimentações, reivindicações, porque é um momento em que a classe política está mais atenta às demandas sociais por ser um período de avaliação dos governos por meio das eleições”, afirma o sociólogo, mestre em história e doutor em ciência política Luís Antônio Vital Gabriel.

O sociólogo ressalta ainda que o fator Copa do Mundo também deve contribuir para os protestos: “Em junho, os manifestantes prometeram que em 2014 seria um ano de grandes manifestações, reivindicando dos governos, de todos os âmbitos, que façam investimentos da mesma qualidade nos serviços públicos como foi investido na Copa”.

O sociólogo e professor da ESPM Eduardo Oyakawa diz que os gastos elevados com a construção dos estádios para a Copa despertou na população, principalmente na classe média, um sentimento de indignação.

A onda de protestos que ganhou força em todo o país começou em junho deste ano, com uma série de atos contra o aumento do preço das passagens dos transportes públicos.

O registro de repressões violentas por parte da Polícia Militar contra manifestantes gerou ainda mais revolta e levou milhares de pessoas às ruas de todo o país.

Dezenas de governos municipais e estaduais recuaram em relação ao reajuste do valor da tarifa dos transportes públicos devido à pressão popular.

Fontes:
Uol - Copa e eleições favorecem nova onda de protestos em 2014, dizem especialistas

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2 Opiniões

  1. Carlos U. Pozzobon disse:

    2014 será um ano tumultuado pelo descontentamento generalizado. Descontentes os que sempre se opuseram ao populismo devastador. Descontentes os que rejeitaram a corrupção como ação política. Descontentes os que advertiram sobre a insensatez das medidas governamentais. Descontentes os que esperavam uma solução para suas aflições. E por último, descontentes os que não conseguem entender a SÍNDROME DA DESFORRA que tomou conta do país no undécimo ano de movimentos sociais capitaneados pelo PT. Um grupo assalta um caminhão. Não consegue abrir o cofre e, como represália, toca fogo no veículo. Três dias depois, um automóvel atropela duas pessoas em uma avenida movimentada. O motorista foge. Poucas horas mais tarde, em represália, um grupo ateia fogo em um ônibus do bairro. Não é preciso ser um Dostoiévski para entender a doença social que iniciou há mais de duas décadas com a violência justificada, e que hoje contamina todo o tecido social. A síndrome da desforra compensa a frustração de qualquer reivindicação exercida com uma ação ilegal que será aceita com a impunidade acobertada pela ação coletiva. A lei só existe para o indivíduo solitário, desamparado, não organizado. Para o grupo, para a escumalha, para o bando, para o movimento social, não existe mais a contenção legal. Pois se estão roubando nos ministérios, nas autarquias, nas estatais, nos estádios e em todos os lugares em que o governo está presente, então tudo é permitido, desde que diluído na turba, desde que compartilhado pela chusma. Este é o estado de espírito com que o ano se encerra. E esta situação não existe ao acaso: ao contrário, ela faz parte de um desenvolvimento intelectual em que estão comprometidas figuras “ilustres” não só do Brasil como do mundo todo. Estamos vivendo uma época em que nos transformamos em um laboratório de monstruosidades praticadas em nome da justiça social. E de cujo germinar lento e seguro, será uma fase de perdas exponenciadas pela baixa produtividade, aliada à inflação, ao desemprego e a perda do poder aquisitivo. Reviveremos a penúria do século passado como resultado do desperdício espetacular de 3 gestões petistas que, deformadas pelo populismo eleitoralista, vão conduzindo o país para o fracasso. Fracasso moral, fracasso econômico e fracasso político.

  2. Luiz Fernando disse:

    Excelente comentário do sr. Carlos Pozzobon, parabéns. Esta é nossa triste realidade, e no próximo ano, com certeza teremos mais cenas de violência e degradação humana.

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