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Crise de abastecimento de água

ONGs indicam erros na administração do sistema Cantareira, em São Paulo

A Aliança pela Águas de São Paulo defende que houve omissão do governo de Geraldo Alckmin e da Sabesp, que responde pelo saneamento do estado, quanto ao abastecimento de água

ONGs indicam erros na administração do sistema Cantareira, em São Paulo
Sistema Cantareira caiu suas reservas de 37% para 16,4% em cinco meses (Foto: Paulo Fischer / Brazil Photo Press)

Vinte organizações formarão uma aliança, que será lançada na próxima quarta-feira, 29, para combater a falta de ação do poder público e erros na administração do sistema de produção de água, principalmente no da Cantareira.

A Aliança pela Águas de São Paulo defende que houve omissão do governo de Geraldo Alckmin e da Sabesp, que responde pelo saneamento do estado, quanto ao abastecimento de água. O objetivo do grupo é melhorar a qualidade e disseminação da informação para ajudar a superar a crise.

Segundo o Instituto Socioambiental (ISA), o Cantareira, mesmo diante de uma esperada estação chuvosa que foi seca, teve sua operação inalterada por cinco meses, entre outubro e fevereiro, o que resultou na queda brusca das reservas.

Para se ter uma ideia, chovendo menos de 72% do que era previsto, e mantendo a produção em 32 metros cúbicos por segundo, as reservas caíram de 37% para 16,4%.

Racionamento branco

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) entrou com pedido, por meio da Lei de Acesso à Informação, para que a Sabesp informe os locais e as datas em que faltarão água na Grande São Paulo, com o “racionamento branco”, decorrente da redução da pressão da água.

A Sabesp se respondeu que encaminhou ao Idec as informações solicitadas e que segue as determinações da Agência Nacional de Água e que controla perdas por redução de pressão desde 2007.

Fontes:
Folha de S. Paulo - ONGs apontam erros na administração do sistema Cantareira, em São Paulo

1 Opinião

  1. Carlos U Pozzobon disse:

    Quando as ONGs entram em ação, podem esperar picaretagem. Elas vivem para dar palpites e obter verbas para criar relatórios. O que pode melhorar da crise hídrica com a ação de ONGs que de água só conhecem o que sai da torneira? Não resta dúvida que existem erros por omissão, e existem erros por incompetência gerencial. Ora, o erro por omissão ocorreria se os programas de aumento de reservatórios estivessem interrompidos ou com problemas de licitação. Não tenho conhecimento de que existam tais suposições. Erro por incompetência gerencial são os que se conhece das obras do governo federal, e falando em água, a transposição do SF. A seca só pode nos ensinar pensando no futuro, pois acho desonesto se afirmar que se poderia prever que ela chegasse a este ponto. A qualquer momento pode começar a chover, e ninguém tem como saber como vamos estar daqui a dois meses, digamos em 28 de dezembro. Mas alguém em 28 de dezembro dizer que agimos errado hoje, me parece uma falácia. Aquelas pessoas que frequentam os painéis sobre mudanças climáticas e nunca recomendaram que se ampliasse urgentemente os estoques de água, agora são os profetas da crise hídrica, depois que ela aconteceu.

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