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CORRUPÇÃO

Operação Acrônimo mira governador de Minas Gerais

PF investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo verbas do BNDES e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel

Operação Acrônimo mira governador de Minas Gerais
PF fez buscas em sala alugada por Pimentel para ser seu escritório (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Nesta sexta-feira, 23, foi iniciada mais uma fase da Operação Acrônimo. A Polícia Federal (PF) investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo verbas do BNDES na gestão do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), quando ele comandava o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Desta vez, os alvos da operação são: Marco Antônio Rezende, que é o chefe da Casa Civil de Minas Gerais, e outras pessoas relacionadas às empresas de consultorias MOP e OPR de Minas Gerais. Além disso, a fase também investiga outro esquema paralelo supostamente envolvendo o governador de Minas com a empresa OAS, alvo de busca. A MOP é investigada por ligações com o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT).

A MOP Consultoria e Assessoria foi criada pelo atual presidente da Companhia de Tecnologia da Informação de Minas (Prodemge), Paulo de Moura, e por Rezende, em 2012. Os dois eram do primeiro escalão da prefeitura de Belo Horizonte na gestão Pimentel (2001-2008) e ficaram nos cargos até 2012, já na administração Marcio Lacerda (PSB). Ambos são alvos de mandados.

Investigadores da operação suspeitam que o governador seja o dono da consultoria e beneficiário de recursos recebidos por ela. Até porque, em junho do ano passado, numa das fases da Acrônimo, a PF recolheu notas fiscais dos pagamentos à MOP e a outras empresas atribuídas pelos investigadores ao governador. Os documentos estavam numa sala alugada por Pimentel para ser seu escritório político em Belo Horizonte.

No local da apreensão funcionavam outras empresas supostamente da propriedade de Pimentel, como a OPR Consultoria Imobiliária, em nome de Otílio Prado, um dos principais assessores do petista.

Em dezembro de 2014, logo após Pimentel vencer as eleições para o governo de Minas, os dois sócios fecharam a MOP. Ambos trabalharam na campanha e, em seguida, na equipe que cuidou da transição do governo. Rezende era coordenador financeiro e jurídico do comitê.

Fontes:
Estadão-PF deflagra nova fase da Operação Acrônimo e mira em chefe da Casa Civil de Pimentel
Veja-Nova fase da Operação Acrônimo mira chefe da Casa Civil de MG

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