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FASE INTERNACIONAL

Operação Lava Jato prende operador foragido em Portugal

O operador de finanças Raul Schmidt foi preso em Portugal após ação conjunta entre autoridades brasileiras e portuguesas. Ele estava foragido desde 2015

Operação Lava Jato prende operador foragido em Portugal
A 25ª fase da Operação Lava-Jato é a primeira a acontecer fora do país (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

A força-tarefa da Operação Lava Jato deflagrou na madrugada desta segunda-feira, 21, a sua primeira fase internacional e prendeu em Portugal o operador financeiro Raul Schmidt Felippe Junior. Esta foi a 25ª fase da operação, que cumpre mandatos de busca e apreensão, além da prisão preventiva de Schmidt, que estava foragido desde o ano passado.

De acordo com a procuradoria brasileira, o operador é suspeito de envolvimento em pagamentos de propinas aos ex-diretores da Petrobras Renato Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada. Schmidt foi preso em seu apartamento, localizado em uma área nobre de Lisboa e avaliado em 3 milhões de euros (R$ 12,4 milhões).

A ação da Lava-Jato foi uma operação conjunta entre autoridades brasileiras e portuguesas. O cumprimento das medidas foi feito pela polícia judiciária e pelo Ministério Público de Portugal, enquanto as autoridades brasileiras do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) acompanhavam as diligências. Após o término das ações no país, o Brasil iniciará o processo de extradição de Schmidt.

Raul Schmidt é brasileiro com cidadania portuguesa e vivia em Londres, onde tinha uma galeria de arte. De acordo com a MPF, após ter sido emitida sua ordem de prisão em 2015, mudou-se para Lisboa graças à sua dupla nacionalidade. O nome do operador foi incluído no alerta de difusão da Interpol em outubro de 2015.

Além do envolvimento no pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobras, a Procuradoria-Geral da República de Portugal informa que Schmidt também atuou como representante de empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração de plataformas da estatal.

Segundo as investigações, Schmidt ajudou a empresa de exploração norueguesa Sevan Marine a assinar um contrato de US$ 975 milhões com a Petrobras para exploração em águas profundas. Segundo autoridades portuguesas, uma auditoria interna da empresa detectou irregularidades no contrato.

Bloqueio de bens

Em agosto de 2015, na 15ª fase da Lava-Jato, o juiz federal Sérgio Moro havia determinado o bloqueio de bens de Raul Schmidt e de Jorge Zelada, que, na época, era apontado como parceiro de Schmidt no esquema de corrupção. Contra o operador, Moro decretou o bloqueio de R$ 7 milhões em ativos e contra Zelada, de R$ 20 milhões.

Fontes:
O Globo-Primeira fase internacional da Lava-Jato prende operador em Lisboa
Folha de S. Paulo-Suspeito de envolvimento no petrolão é preso em Portugal
Estado de S. Paulo-Lava Jato deflagra primeira operação internacional e prende operador de propinas

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1 Opinião

  1. Lillian Palhares disse:

    A Operação TEM de ir fundo e prender quem quer que seja aonde estiver!

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