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Os 10 principais fatos que marcaram o ano de 2014

Veja os principais fatos e acontecimentos que marcaram o ano de 2014

Os 10 principais fatos que marcaram o ano de 2014
Fatos importantes e grandes eventos marcaram o ano de 2014 (Reprodução/Pixabay)

O ano de 2014 foi marcado por grandes eventos, conflitos e disputas eleitorais. O Opinião e Notícia separou os 10 fatos mais importantes do ano. Confira!

1) Seca em São Paulo 

Em 2014, o estado de São Paulo passou pela pior seca já registrada nos últimos 70 anos. O nível do Sistema Cantareira, principal reservatório da Grande São Paulo, caiu para 7,1%, o mais baixo de sua história.

A crise hídrica de São Paulo colocou em lados opostos a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Agência Nacional de Águas (ANA), que acusou o governo paulista de má gestão. O problema também gerou uma disputa pela água entre São Paulo e Rio de Janeiro.

No início deste mês, a presidente Dilma Rousseff assinou um acordo com o governo de São Paulo que prevê uma ajuda financeira de R$3,24 bilhões ao estado. Parte da soma será usada para solucionar o problema de abastecimento.

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2) Copa do Mundo no Brasil 

Este ano, o Brasil sediou a Copa do Mundo, o maior evento esportivo do planeta. Apesar das críticas contra a Fifa e o governo pela alta soma gasta com o mundial, a Copa ocorreu de forma festiva e sem grandes distúrbios.

Contudo, a atuação da seleção brasileira deixou a desejar e acabou sofrendo a pior goleada de sua história em copas do mundo. A derrota por 7 x 1 para a Alemanha jogou por terra a esperança daqueles que esperavam vero o Brasil ser hexacampeão em casa.

A Alemanha acabou ganhando o mundial. A Argentina ficou em segundo lugar, e a Holanda conquistou a terceira posição. O Brasil ficou somente em quarto lugar.

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 3) Surto de ebola no mundo

A maior epidemia de ebola já registrada atingiu cerca de 17 mil pessoas e matou mais de 6 mil desde seu surgimento na África ocidental até sua chegada nos Estados Unidos e na Europa. Segundo cientistas, o “paciente zero” que deu início a epidemia seria um menino de dois anos, que teria contraído o vírus em uma aldeia em Guéckédou, no sudeste da Guiné, e morrido no dia 6 de dezembro do ano passado, poucos dias depois de ter febre, vômitos e diarreia. Com medo que a epidemia se alastrasse, vários governos como o dos Estados Unidos, o de alguns países europeus e asiáticos, e até mesmo o do Brasil aumentaram a fiscalização nos aeroportos com o intuito de impedir pessoas infectadas de entrarem em seus territórios. Afinal, o vírus é transmitido por fluidos corporais, o que facilita o contágio. No Brasil, um caso suspeito de um guineano doente em Cascavel (PR) mobilizou uma equipe de resgate que o levou até o Instituto Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, onde ele ficou até ficar confirmado que era apenas um alarme falso.

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Equipes de saúde que lutaram contra ebola estampam capa da revista Time (Reprodução/Time)

4) Resultados da Comissão Nacional da Verdade

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) chegou ao fim neste mês de dezembro, após mais de dois anos de funcionamento, ao divulgar seu relatório final de trabalho. Ela investigou as violações de direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro durante a o período de 1946 a 1988, que inclui o regime militar (1964 – 1988). No relatório, a comissão responsabiliza 377 responsáveis pelas graves violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, além de fazer recomendações ao Estado brasileiro, como a desmilitarização das polícias militares estaduais e a revogação da Lei de Segurança Nacional. Das quase 30 recomendações, 17 são medidas institucionais, oito são iniciativas de mudanças de leis ou da Constituição e quatro são medidas para dar seguimento às ações da CNV. Após a divulgação do relatório, o coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari, criticou o silêncio das Forças Armadas diante do documento elaborado pelo grupo. A lei que criou a comissão foi sacionada pela presidente Dilma Rousseff em novembro de 2011. Mas a comissão só foi instalada oficialmente em 16 de maio de 2012.

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Documento apresentado pela Comissão Nacional da Verdade fala sobre abusos cometidos contra os direitos humanos (Reprodução/ Internet)

5) Crise na Ucrânia

A assinatura de um acordo com a Rússia pelo governo ucraniano, afastando-se assim de acordo com a União Europeia, deflagrou uma guerra civil entre militantes pró-Rússia e os pró-EU, de ambos os grupos. Em novembro de 2014 o primeiro ministro do país, Pavlo Klimkin, criticou a postura do Brasil em relação à crise.

Após o início da crise, o presidente ucraniano Viktor Yanukovych foi destituído. As eleições foram adiantadas para o dia 25 de maio e um empresário do ramo de chocolate, Petro Poroshenko, foi eleito em seu lugar.

Em julho, um avião da Malaysia Airlines foi abatido por militantes pró-Rússia enquanto sobrevoava o país. O motivo do abate seria a semelhança da aeronave com o modelo utilizado pela força aérea ucraniana. 295 pessoas morreram.

Em setembro, o novo presidente conseguiu se reunir com os representantes da força armada pró-Rússia para assinar um acordo de cessar-fogo e reduzir as animosidades no país.

Crise no país começou no fim de 2013  (Foto: Reprodução/Internet)

Crise no país começou no fim de 2013 (Foto: Reprodução/Internet)

6) Estado Islâmico

Em 9 de junho de 2014, o grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS) iniciou uma ofensiva. A Síria e o Iraque são os países mais afetados pelos atentados, tendo grandes e numerosas regiões sobre controle dos jihadistas. Os grupo extremista surgiu como oposição ao governo sírio de Bashar al-Assad.

O grupo recruta jovens sunitas em vários países, até mesmo alguns da Europa. Esse número cresceu conforme a ofensiva se intensificou e chegou a mais de 3 mil soldados ocidentais nas tropas jihadistas. Um brasileiro foi preso na Bulgária ao tentar viajar pra se juntar ao ISIS.

O grupo se mantém utilizando petróleo, recurso abundante nos países onde se estabeleceu. Muitas vezes o óleo é roubado e comercializado pelos militantes. Em novembro a UE se comprometeu a combater os extremistas após um novo vídeo demonstrando a execução de um refém americano.

Grupo extremista publicou vídeos de execuções de prisioneiros (Foto: Reprodução/Internet)

Grupo extremista publicou vídeos de execuções de prisioneiros (Foto: Reprodução/Internet)

7) Papa Francisco e os avanços da Igreja

Em 2014, o Papa Francisco fez a Igreja Católica andar para frente.  Em janeiro deste ano, o papa estampou a capa da revista pop Rolling Stones mostrando o quanto sua popularidade já era alta após um ano de papado.

Assim como o Papa João Paulo II, o atual papa não mudou nada na doutrina da Igreja, ao contrário, e ele adotou um tom mais misericordioso sobre questões sociais. Um exemplo disso foi o pedido feito aos bispos americanos para que deixassem de lado a luta contra o casamento gay e o aborto e focassem em combater a desigualdade, que, segundo ele, é “a raiz dos males sociais”.

O Papa também ordenou uma intensa investigação no banco do Vaticano para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro no órgão, declarou acreditar nas teorias da evolução e do Big Bang e disse que elas não anulam a existência de um criador.

A maior evolução talvez seja no fato de a Igreja ter reconhecido e começado a punir pedófilos. Francisco declarou em julho que cerca de 2% do clero é composto por agressores sexuais. E criou uma comissão específica para tratar do assunto e ainda afastou cardeais que tentam encobrir casos de abuso.

Edição da revista traz papa Francisco na capa e traça um perfil do pontífice

Edição da revista trazia papa Francisco na capa e um perfil do pontífice

 8) Candidatura e morte de Eduardo Campos

Neto do ex-governador Miguel Arraes e filho da deputada Ana Arraes, Eduardo Campos fez sua trajetória política chegar ao ápice com a candidatura à presidência. Sua morte trágica em pleno pleito eleitoral chocou o mundo inteiro e abalou convicções no Brasil.

Ao se candidatar ao cargo mais alto do país, Campos exercia seu segundo mandato no governo de Pernambuco, aos 48 anos, e era o governador mais popular do Brasil, com alta aprovação em seu estado. A aliança com Marina Silva trouxe dúvidas ao eleitorado, pois os ideais políticos dos dois pareciam não convergir. Ainda assim, Campos mudou o cenário do primeiro mês de campanha abalando tanto a candidatura de Aécio Neves quanto da presidente Dilma.

As circunstâncias da morte de Eduardo Campos em 13 de agosto trouxeram inúmeras especulações. A queda do avião foi investigada até mesmo como homicídio culposo, mas a conclusão do caso não incriminou ninguém.

eduardo campos

 

9) Reaproximação entre Cuba e EUA

O governo dos Estados Unidos iniciou uma aproximação histórica de Cuba, ao anunciar a normalização das relações diplomáticas plenas e o alívio de diversas sanções em vigor desde 1961. Raul Castro e Barack Obama costuraram um acordo durante 18 meses de negociações secretas. O papa Francisco ajudou intermediando essa aproximação.

A notícia da aproximação chegou na sequência da libertação por Cuba de Alan Gross, de 65 anos, um empreiteiro americano mantido prisioneiro por cinco anos sob acusações de espionagem, e de um suposto agente americano não identificado. Ambos os lados haviam apontado a libertação de seus cidadãos como pré-condição para a abertura de negociações. Barack Obama também tenta negociar os termos para reabrir a embaixada dos Estados Unidos em Cuba.

raul e obama

 

10) Operação Lava-Jato

A Operação Lava-Jato  foi deflagrada em março deste ano e já conta com sete fases, onde investiga um grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras, grandes empreiteiras do país e políticos. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras e o doleiro Alberto Youssef assinaram acordos de delação premiada para explicar detalhes do esquema e receber, em contrapartida, alívio das penas.

Havia um esquema de pagamento de propina, e o dinheiro abastecia o caixa de partidos como PT, PMDB e PP. Grandes empreiteiras como a Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht também estão envolvidas no esquema. As denúncias oferecidas pelo Ministério Público Federal foram acatadas e a Justiça Federal tornou réus 39 pessoas.

petrobras

 

6 Opiniões

  1. Pablo samuel disse:

    Otima materia do Ano

  2. Pablo samuel disse:

    otima materia

  3. Hellen Guimarães disse:

    Não sei qual dessas datas são mais importantes !

  4. Isabela disse:

    Super top top top

  5. luiz ambrosio moreira disse:

    Otima a materia. Muito grato.

  6. Ludwig Von Drake disse:

    Os USA e Cuba não fizeram antes a reaproximação porque, de fato, ambos esperavam a decadência da pretensão indenizatória por parte de particulares americanos prejudicados pelo regime cubano; e a saída de Fidel, que responde pessoalmente na justiça americana por alguns “crimes”.

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