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Os desafios da Petrobras

Como Graça Foster planeja retomar o desenvolvimento da gigante estatal brasileira

Os desafios da Petrobras
Graça Foster diz que a Petrobrás deve se concentrar na extração de petróleo (Reprodução/Getty)

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A descoberta de uma grande quantidade de petróleo offshore na costa brasileira foi um grande momento para o país e levantou a perspectiva da Petrobras de produzir cinco milhões de barris por dia até 2020. Tanto a estatal, sob o comando de Graça Foster, como os investidores minoritários esperavam que a descoberta gerasse um retorno significativo.

Contudo, o cenário atual é menos encorajador. Investidores que compraram ações da Petrobras em 2010 perderam mais de um quarto do seu investimento. Em agosto, a estatal divulgou seu primeiro prejuízo trimestral em 13 anos. Enquanto isso, a Ecopetrol, da Colômbia, ultrapassou a empresa em termos de capitalização de mercado, deixando-a em segundo lugar na América do Sul.

A principal dificuldade enfrentada pela Petrobrás tem sido a intromissão política. Desde 2006, o governo vem limitando o preço da gasolina para combater a inflação. Para atender a crescente demanda, a Petrobras foi obrigada a completar sua produção com importações, que causam prejuízos na hora da venda. Além disso, o cumprimento dos requisitos legais para contratar e comprar peças nacionais, como forma de apoio aos trabalhadores e indústrias brasileiras, causaram estragos nos orçamentos e cronogramas.

O governo brasileiro vem utilizando a estatal como uma ferramenta política multiuso. O crescente nacionalismo de recursos tem como meta fazer da estatal a principal exploradora da camada do pré-sal, o que frustrou outras empresas e deixou a Petrobrás sobrecarregada. Graça Foster terá de fazer boas manobras se quiser contornar a situação da estatal, que contribui com cerca de 10% do PIB nacional e impulsiona o desenvolvimento industrial do país.

Foster tem uma abordagem diferente da de seu predecessor, Sergio Gabrielli, e vem revendo muitos acordos anteriores à sua gestão. Ela descreve sua política como “um intenso ajuste de gestão”, que consiste nos seguintes passos: venda de ativos no exterior, metas de desempenho individuais para cada plataforma e gerente, melhor e mais rígido controle de custos de manutenção.

Segundo Foster, a estatal entendeu que precisa se concentrar na extração de petróleo se quiser gerar as receitas necessárias para criar empregos em refinarias e redes de distribuição de combustível. Ela rejeita a ideia de que a estatal deve se preocupar mais com o desenvolvimento do país do que com o seu próprio. “A Petrobras não acredita que o desenvolvimento do país seja o seu foco de atuação. Nem todo projeto que é bom para o país será executado, pois nem todos são economicamente viáveis”, declara Foster.

Fontes:
The Economist-The perils of Petrobras

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2 Opiniões

  1. João Cirino Gomes disse:

    Não importa quem declara, ou quem quer nos fazer acreditar que a Petrobras é uma empresa séria! Toda empresa que fica com rombo por pagar salários a pelegos, a politico aos seus parentes despreparados acaba tendo que explorar a população com o preço alto de combustível!]

    Exemplo antes de se eleger a Atual presidente Dilma acumulava cargo de conselheira na Petrobras e ganhava mais de um milhão por ano sem nunca ir ao emprego!

    Que tipo de conselho Dilma dava, ninguém sabe, nem Lula sabia!!

    Este é apenas um exemplo! E é desta maneira que a Petrobras mantem milhares de funcionários fantasmas!

    Por isso pagamos um absurdo pelo combustível!

    Para tapar os rombos, vimos a Petrobras concursos públicos enganosos para arrecadar verbas e tapar buracos!

    Nem é preciso fazer pesquisa para se certificar, pois até cego pode ver e se certificar desta realidade!

    O problema no Brasil e que a maior parte da mídia é vendida, pois as noticias de interesse Nacional esta saindo mais em revistas e jornais internacionais como Forbes!

    Agora os governos de determinados estados estão em gerra por royalties de petróleo, mas o royalties deveria ser distribuído ao povo na bomba na hora de abastecer!

    De outra forma, alguém, ou seja, a classe que mais promete e rouba, por ter a lei de imunidade para se acobertarem, vai se apossar de mais este beneficio, não vai reverter as verbas em melhorias coisa nenhuma, e a população acabara como sempre; amargando o prejuízo e vendo navios!

    Esta é a cara do nosso BRASIL

  2. Mauricio Fernandez disse:

    O MAIOR DESAFIO DA PETROBRAS É PARAR DE ROUBAR DESCARADAMENTE O POBRE, SOFRIDO E ESPOLIADO POVO BRASILEIRO. O RESTO É CONVERSA.

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