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CRIME

Os detidos no crime do embaixador grego

Ainda não se sabe o real motivo do crime, mas a Justiça já decretou a prisão temporária dos três envolvidos

Os detidos no crime do embaixador grego
Após ser morto, Kyriakos teve o corpo levado para o carro encontrado pela polícia (Foto: Clacrideias)

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Françoise de Souza Oliveira, a esposa do embaixador grego Kyriakos Amiridis, é suspeita de ser a mandante do crime. O PM Sérgio Gomes Moreira Filho, de 29 anos, amante da embaixatriz, teria cometido o assassinato, ajudado por um primo, Eduardo Moreira Tedeschi, de 24. Os três, já detidos, tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça na noite da última sexta-feira, 30.

Após os policiais encontraram uma grande mancha de sangue no sofá do apartamento que o grego mantinha em Nova Iguaçu, a polícia passou a trabalhar com a hipótese de que Amiridis tinha sido morto na sala do apartamento.

As Imagens de câmeras da vizinhança confirmaram a hipótese. Na última quarta-feira, por volta das 3h, Sérgio foi visto carregando um volume grande, que seria o corpo do embaixador enrolado num tapete, até o carro que o diplomata havia alugado dias antes do Natal e que foi encontrado, na última quinta-feira, incendiado.

Na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Sérgio tentou negar envolvimento com o crime, mas acabou confessando após ser confrontado com as imagens da câmera de segurança. Segundo a polícia, Françoise, que tinha procurado a Polícia Federal na última terça-feira para denunciar o sumiço do embaixador, assumiu a relação extraconjugal com o PM. “A partir das evidências, ela começou a chorar e contou que o policial tinha sido o autor do crime”, disse o delegado adjunto Evaristo Pontes.

Quando soube que Sérgio havia confessado o assassinato sem envolver a embaixatriz, Eduardo Tedeschi deu um depoimento incriminando Françoise. Segundo ele, a embaixatriz teria oferecido R$ 80 mil caso o crime fosse consumado.

Segundo o delegado adjunto, Eduardo Tedeschi decidiu revelar que a embaixatriz coordenou a ação. Ela seria a mandante, enquanto ele e o PM eram os executores. Tedeschi declarou em depoimento que a embaixatriz chegou em casa com a filha pela porta dos fundos, enquanto o corpo do embaixador ainda estava na sala. Ela teria reclamado com eles o fato de ainda não terem deixado o local com o cadáver. Tedeschi afirmou que a embaixatriz lhe prometeu R$ 80 mil, que seriam pagos em 30 dias.

A polícia ainda não sabe o real motivo do crime, mas está levantando os bens do embaixador para saber se ele tinha algum seguro de vida beneficiando a mulher ou a filha de 11 anos.

“Foi um crime covarde e totalmente desarrazoado. Peço desculpas à população grega, pois estamos diante de um fato isolado, um crime passional. A Polícia Civil desvendou o crime em dois dias e meio, dando uma resposta rápida a essa atrocidade”, disse o diretor da Divisão de Homicídios (DH), Rivaldo Barbosa.

 

Fontes:
O Globo-Mulher de embaixador da Grécia é presa pelo assassinato do marido
Uol-PM confessa morte de embaixador, diz polícia; Justiça decreta prisão de envolvidos

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3 Opiniões

  1. Vitafer disse:

    Que monstruosidade!

  2. Rogerio Faria disse:

    Para fechar o ano de 2016 no RJ com “chave de ouro”.

  3. Carlos Valoir simões disse:

    A Polícia não sabe o real motivo do crime? Eu digo: ela enjoou do marido e decidiu sair do casamento com pensão em euros de viúva de embaixador da Grécia. Parece um motivo razoável.

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