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ELEIÇÕES 2018

Os planos dos principais presidenciáveis para a economia

Confira as propostas apresentadas pelos assessores econômicos de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL)

Os planos dos principais presidenciáveis para a economia
Tema foi um dos principais no pleito presidencial deste ano (Foto: EBC)

O segundo turno das eleições presidenciais ocorre no dia 28 de outubro. Um dos temas centrais para o pleito deste ano é a economia, tendo em vista a necessidade do país de retomar o crescimento econômico. Confira abaixo, as propostas apresentadas pelos assessores econômicos de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), listados por ordem alfabética.

 

Equipe Fernando Haddad – Guilherme Mello

(Foto: EBC)

(Foto: EBC)

Fernando Haddad, que tem mestrado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP), foi o principal formulador das propostas econômicas que o PT apresenta nestas eleições. No entanto, o economista Guilherme Mello vem atuando como assessor econômico da campanha de Haddad, sendo responsável por apresentar em entrevistas as propostas do presidenciável para a área.

Histórico:

Formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Mello tem mestrado em Economia Política pela PUC de São Paulo e doutorado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas.

Propostas: 

Mello defende uma reforma no sistema bancário do país, uma reforma da Previdência, com foco no fim de privilégios, a retomada do programa de concessões públicas e Parcerias Público-Privadas (PPPs), a revogação da reforma trabalhista e uma reforma tributária que eleve impostos sobre grandes fortunas e reduza os tributos cobrados das classes mais pobres.

Em entrevista dada à GloboNews em setembro, ele explicou que o objetivo da reforma do sistema bancário é incentivar o crescimento do crédito. Segundo ele, o atual sistema age como um cartel bancário, com cinco bancos centralizando e dominando o setor. Ele argumenta que a reforma combateria esse comportamento, ao elevar os impostos como forma de punição aos bancos que cobrarem juros e spreads mais altos, e reduzir os impostos para aqueles que cobram menos.

Ele também defende uma das principais bandeiras de Haddad: a retomada de obras paralisadas. Mello argumenta que boa parte do desemprego está no setor de construção civil, onde há obras já licitadas e contratadas, mas que atualmente estão paradas.

 

Jair Bolsonaro – Paulo Guedes

(Foto: EBC)

(Foto: EBC)

Guru econômico de Jair Bolsonaro, o economista Paulo Guedes teria um papel central num eventual governo do presidenciável – uma vez que uma das propostas de Bolsonaro é criar o Ministério da Economia, órgão que reuniria as funções hoje desempenhadas pelos ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio, a Secretaria Executiva do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), além de outras instituições financeiras federais.

A influência de Guedes sobre Bolsonaro é tamanha que ele foi apelidado de “Posto Ipiranga” do presidenciável – em referência ao comercial televisivo onde o posto tem as respostas para todas as perguntas. O chamado “superministro de Bolsonaro” é também o mais polêmico dentre os assessores dos presidenciáveis, por conta da falta de sintonia que por vezes demonstra com o candidato, bem como o conflito de interesse entre uma eventual participação no governo e sua carreira privada na Bozano Investimentos, já que, como noticiou o portal UOL, muitas das propostas de Bolsonaro beneficiariam investimentos de Guedes.

Histórico:

Paulo Guedes é formado em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais, tem mestrado em Economia pela FGV-Rio e é PhD em Economia pela Universidade de Chicago.

Ele foi um dos fundadores do think tank Instituto Millenium, é sócio-fundador da BR Investimentos (grupo de investimentos que foi englobado pela Bozano Investimentos), sócio-fundador e diretor executivo da JGP Gestão de Recursos e atuou como diretor-técnico e sócio da faculdade carioca Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Ele também é dos fundadores do banco BTG Pactual.

Propostas:

Ferrenho defensor das privatizações, Guedes promete levantar R$ 1 trilhão somente com a venda de estatais. Ele também é favorável à fusão da Embraer com a americana Boeing. Diferentemente dos assessores econômicos dos demais candidatos, ele inclui em suas propostas de privatização empresas como Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras. Guedes afirma que as vendas contribuiriam para reduzir a dívida pública e as taxas de juros praticadas no país.

“Vocês todos elogiam quando a Petrobras vende um ativo para reduzir a dívida, todo mundo bate palma para o Pedro Parente. A União tem que vender ativo. A Petrobras vende refinaria. E o governo pode vender a Petrobras, por que não?”, disse Guedes, em entrevista à GloboNews.

Na entrevista, ele também defendeu a criação de um sistema de voucher educacionais como alternativa para escolas públicas. O sistema funcionaria como um financiamento, onde pais de estudantes de baixa renda receberiam um voucher do governo que bancaria a mensalidade em escolas privadas. Este voucher, por sua vez, seria irrigado com verba do contribuinte.

Ele também promete zerar o déficit nas contas públicas em um ano, através de um ataque frontal no que chamou de três fronts: Previdência, gastos com juros e despesas com pessoal.

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