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FAXINA NELES

Os traidores da pátria

Revista 'Economist' culpa toda a classe política pelo fracasso do país e propõe uma renovação

Os traidores da pátria
Dilma cumprimentando o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na abertura do Ano Legislativo, no Congresso Nacional, em fevereiro deste ano (Wilson Dias/Agência Brasil)

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A implosão política e econômica do Brasil é tema da reportagem de capa da última edição latino-americana da revista Economist. Intitulada “A grande traição”, a reportagem atribui a situação calamitosa do país não apenas à presidente Dilma Rousseff, mas à toda a classe política, através de uma combinação de negligência e corrupção.

“Os líderes do Brasil não irão reconquistar o respeito de seus cidadãos ou superar os problemas da economia a menos que haja uma faxina completa [em Brasília]”, diz.

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A Economist prenuncia a saída de Dilma no curto prazo e propõe que o Brasil não chore por ela, uma vez que sua incompetência transformara uma situação econômica difícil em algo incomparavelmente pior. “Seu Partido dos Trabalhadores é a força motriz por trás de um esquema de corrupção gigantesco, centrado na Petrobras, que canalizou o dinheiro de empreiteiros para políticos e partidos”, diz.

No entanto, a revista também chama a atenção para o “alarmante” fato de que muitos daqueles que estão batalhando pelo afastamento da presidente são ainda mais corruptos e irresponsáveis que os governistas.

Não há maneiras rápidas de consertar tudo isso, diz a revista, atribuindo as raízes da disfunção política brasileira à sua economia escravocrata do século 19, à ditadura do século 20 e a um sistema eleitoral ultrapassado que requer campanhas ruinosamente caras enquanto protege os políticos de responsabilização.

“Em qualquer outro país, essa combinação de crise econômica e conflito político levaria à combustão. Contudo, o Brasil tem reservas notáveis de tolerância”, elogia a Economist, acrescentando que os brasileiros têm mantido sua raiva sob controle, apesar de estarem divididos. “As últimas três décadas sugerem que o país pode suportar uma crise sem recorrer a golpes ou colapsos. E aqui, talvez, haja um pingo de esperança”.

Fontes:
The Economist - The great betrayal

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9 Opiniões

  1. Ludwig Von Drake disse:

    Acerta mais uma vez the Economist, desta vez quando localiza a orígem dos nossos problemas na escravidão do século XIX. Diria mais, todo o período escravocrata ajudou a moldar a mentalidade da nação brasileira.

    Vale a pena ler o que dizem sobre isso Caio prado Júnior e Antonio Cândido.

  2. helo disse:

    A estratégia de pulverizar os agentes políticos pela multiplicação de partidos, ministérios e o exagerado troca-troca foi desastroso.

  3. Markut disse:

    O comentário do Economist foca indiretamente o drama do populismo predatório, que atinge , ainda, toda a América Latina, embora não da mesma forma.
    Quanto pior a escolaridade básica pública ,tanto mais a vulnerabilidade de uma suposta democracia permite o engodo e a anestesia da massa eleitora e a má qualidade dos representantes daí resultante.
    O constrangedor espetáculo da votação do dia 17 , revelou uma panorãmica de norte a sul dessa constatação.

  4. Beraldo disse:

    Tudo se resume: “E agora José?

  5. ney disse:

    Boa materia, todos os três poderes são culpados pelo fracasso do pais. Queremos novas eleições gerais.

  6. Osmar disse:

    Com esta reportagem de uma revista de circulação e renome mundial, pergunmto aos Petistas….É culpa do FHC?

  7. helo disse:

    Com ou sem Dilma teremos novas eleições em 2018. Lula já sonda Ciro Gomes para ser candidato.

  8. Beraldo disse:

    A Economist é parte importante da Mídia “Ocidental”, e fica a apontar direções a serem seguidas aqui no Brasil, algumas até com capa de imparcialidade. Hipócrita! Seu real desejo é o de que o Brasil imploda.

  9. Beraldo disse:

    Depois do quadro criado a partir do inconformismo da oposiçãozinha incompetente em ter perdido a eleição de 2014, ninguém mais se sustenta até 2018, não estando, inclusive, descartadas eleições antecipadas. De qualquer forma prevalece o “e agora José?”

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