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Oswaldo Cruz: o saneador do Rio de Janeiro

No dia 05 de agosto de 1872, nasceu Oswaldo Cruz, médico bacteriologista que foi responsável pela erradicação de várias doenças

Oswaldo Cruz: o saneador do Rio de Janeiro
Oswaldo Cruz sofreu com a oposição da população e até mesmo de vários médicos, que não entendiam suas inovações (Foto: Wikimedia)

Médico bacteriologista, Oswaldo Cruz foi responsável pela erradicação de várias doenças que assolavam os centros urbanos no século XIX e começo do XX. Antes de reconhecidas e valorizadas as suas vitórias, no entanto, sofreu com a oposição da população e até mesmo de vários médicos, que não entendiam suas inovações.

Ele nasceu em 5 de agosto de 1872  e morreu ainda novo, com apenas 44, em 1917. Começou cedo a vida acadêmica, ingressando na faculdade de Medicina quando tinha 15 anos de idade. Quatro anos depois de formado, foi especializar-se em bacteriologia no Instituto Pasteur de Paris, que reunia os grandes nomes da ciência.

Quando voltou da Europa, Oswaldo Cruz se engajou no combate à peste bubônica. Em 1902, assumiu a direção do Instituto Soroterápico Federal, que havia sido criado na antiga Fazenda de Manguinhos para a fabricação do soro contra a doença. Em 1903 foi nomeado Diretor-Geral de Saúde Pública, cargo que corresponde hoje ao de Ministro da Saúde. Conseguiu combater a peste bubônica através do extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença. Outra importante atitude do bacteriologista foi a que o ajudou a erradicar a febre amarela. Criando polêmica, ele acreditava ser um mosquito – o Aedes aegypti, na época conhecido como Stegomyia fasciata ou Culex aegypti – o causador da epidemia, enquanto a maioria da população acreditava que o contágio se dava através do contato com o suor, o sangue e outras secreções ou objetos de doentes. Com base na determinação de acabar com os insetos transmissores, Cruz criou a polícia sanitária e as brigadas mata-mosquitos, que percorriam a cidade limpando calhas, telhados, falando sobre a necessidade de proteção de caixas d’água e acabando com o acúmulo de água parada, geralmente locais propícios ao desenvolvimento de larvas. Essa atitude do médico não foi bem recebida pelas pessoas, que reagiram violentamente por total falta de compreensão. Mesmo dentro da classe médica, ele encontrava opositores.

No entanto, a pior reação a uma medida de Oswaldo Cruz, e talvez a mais conhecida historicamente, foi a que veio à tona quando ele tentou promover a vacinação em massa na população.

Isso se deu em 1904, quando os surtos de varíola estavam aumentando. Até mesmo a imprensa se colocou contra a medida do médico, incentivando os leitores a se manifestarem contrariamente também. O Congresso protestou. Foi criada uma Liga contra a Vacinação Obrigatória. Até que estourou a Revolta da Vacina, no dia 13 de novembro do mesmo ano, impulsionada pela indignação da população com medidas como a necessidade de vacinar crianças antes dos seis meses de idade e todos os militares; revacinar-se de sete em sete anos; apresentar atestado de imunização ao se candidatar para cargo ou função pública, para viajar ou se matricular numa escola. Estavam previstas também no projeto punições e multas para quem não cumprisse as medidas relacionadas às ações de imunização.A sociedade só se rendeu após a erradicação da febre amarela no Rio de Janeiro, em 1907.

No ano seguinte, diante de uma forte epidemia de varíola, a população em massa procurou os postos de vacinação. Oswaldo Cruz, finalmente, passava a ser reconhecido pelos seus esforços no Brasil – sendo que já era conhecido e reconhecido internacionalmente.

Outras conquistas e prêmios

Oswaldo Cruz foi quem erradicou a febre amarela do Pará. Ele também realizou a campanha de saneamento na Amazônia, que permitiu o término da obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, cuja construção havia sido interrompida pelo grande número de mortes entre os operários.

O bacteriologista reformou o Código Sanitário e reestruturou todos os órgãos de saúde e higiene do país. Despertou a consciência da população quanto a hábitos de higiene, cuidados com a água que se bebe, entre outros.

Em 1907, ainda não reconhecido em seu país de origem, recebeu a medalha de ouro pelo trabalho de saneamento do Rio de Janeiro, no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim.

Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1913. Dois anos mais tarde, por motivo de saúde, abandonou a direção do Instituto Oswaldo Cruz e se mudou para Petrópolis. Em 18 de agosto de 1916 assumiu a prefeitura daquela cidade, traçando vasto plano de urbanização, que não pôde ver implantado, pois morreu antes disso devido a uma crise de insuficiência renal.

 

6 Opiniões

  1. dilma disse:

    Houve um imbecil, cujo nome me recuso a lembrar, que chegou a escrever uma “epopéia” em louvor da revolta CONTRA a vacina obrigatória. Ganhou o título PLAGIADO de “Quatro dias de rebelião” (o plágio foi do título da obra-prima de Nanni Loy, de 1962). O livreco consistia no elogio da boçalidade contra a inteligência. A tese desse estúpido era a de que, como se tratava de uma revolta popular, era justaAliás, o elogio da Pois é – o Oswaldo Cruz entre outros de não menor GOVERNANTES BRASILEIROS NÃO ACREDITARAM NA CAPACIDADE DE OSWALDO GONÇALVES CRUZ – “Não há no país um técnico competente para dirigi-lo.” O Barão de Pedro Afonso, diretor do Instituto Soroterápico, escreveu ao Dr. Émile Roux, diretor do Instituto Pasteur, Paris, França, referindo-se ao Instituto Soroterápico Nacional, fundado em 1900, na fazenda de Manguinhos, nos arredores do Rio de Janeiro, atual Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A resposta do Dr. Roux foi: “Um dos meus melhores técnicos, mais qualificado, vive no Rio de Janeiro e se chama Oswaldo Cruz!” Oswaldo Cruz: “O saber contra a ignorância, a saúde contra a doença, a vida contra a morte… Mil reflexos da Batalha Permanente em que estamos todos envolvidos…” Em missão diplomática, em 1907, reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos da América do Norte, Franklin Roosevelt, para garantir que a esquadra americana em manobras de guerra, poderia desembarcar no Rio de Janeiro sem temer a febre amarela. Oswaldo Cruz é um herói brasileiro que fez a Europa curvar-se ante o BRASIL. “BRASIL ACIMA DE TUDO.” EDVALDO TAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.
    importancia, erradicaram doenças cronicas erradicando os vetores, o ambiente de proliferação desses vetores, vacinação (quando existente) e etc… numa época em que não existiam venenos e nem 10% dos recursos atuais.
    Mas fizeram votar algumas leis dando poderes aos sanitaristas de entrar pelas casas e propriedades para fiscalizar (e prender os reincidentes) que geravam os focos de procriação. Muitos foram presos, mas o mal foi debelado!
    Nos dias de hoje,nem combater com eficiencia tem sido possivel… Nem com redeglobo plimplim e propaganda, se consegue que pessoas não deixem agua acumulada ou caixas abertas, piscinas largadas etc…
    Deveriam os legisladores estudar história e aplicar os mesmos sistemas, pois desde 1975 essas doenças voltaram com muita forçaboçalidade em oposição à inteligência parece ser a tônica da esquerda

  2. dilma disse:

    GOVERNANTES BRASILEIROS NÃO ACREDITARAM NA CAPACIDADE DE OSWALDO GONÇALVES CRUZ – “Não há no país um técnico competente para dirigi-lo.” O Barão de Pedro Afonso, diretor do Instituto Soroterápico, escreveu ao Dr. Émile Roux, diretor do Instituto Pasteur, Paris, França, referindo-se ao Instituto Soroterápico Nacional, fundado em 1900, na fazenda de Manguinhos, nos arredores do Rio de Janeiro, atual Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A resposta do Dr. Roux foi: “Um dos meus melhores técnicos, mais qualificado, vive no Rio de Janeiro e se chama Oswaldo Cruz!” Oswaldo Cruz: “O saber contra a ignorância, a saúde contra a doença, a vida contra a morte… Mil reflexos da Batalha Permanente em que estamos todos envolvidos…” Em missão diplomática, em 1907, reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos da América do Norte, Franklin Roosevelt, para garantir que a esquadra americana em manobras de guerra, poderia desembarcar no Rio de Janeiro sem temer a febre amarela. Oswaldo Cruz é um herói brasileiro que fez a Europa curvar-se ante o BRASIL. “BRASIL ACIMA DE TUDO.” EDVALDO TAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  3. EDVALDO TAVARES disse:

    GOVERNANTES BRASILEIROS NÃO ACREDITARAM NA CAPACIDADE DE OSWALDO GONÇALVES CRUZ – “Não há no país um técnico competente para dirigi-lo.” O Barão de Pedro Afonso, diretor do Instituto Soroterápico, escreveu ao Dr. Émile Roux, diretor do Instituto Pasteur, Paris, França, referindo-se ao Instituto Soroterápico Nacional, fundado em 1900, na fazenda de Manguinhos, nos arredores do Rio de Janeiro, atual Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A resposta do Dr. Roux foi: “Um dos meus melhores técnicos, mais qualificado, vive no Rio de Janeiro e se chama Oswaldo Cruz!” Oswaldo Cruz: “O saber contra a ignorância, a saúde contra a doença, a vida contra a morte… Mil reflexos da Batalha Permanente em que estamos todos envolvidos…” Em missão diplomática, em 1907, reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos da América do Norte, Franklin Roosevelt, para garantir que a esquadra americana em manobras de guerra, poderia desembarcar no Rio de Janeiro sem temer a febre amarela. Oswaldo Cruz é um herói brasileiro que fez a Europa curvar-se ante o BRASIL. “BRASIL ACIMA DE TUDO.” EDVALDO TAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  4. Marcio Fernando Barci disse:

    Pois é – o Oswaldo Cruz entre outros de não menor importancia, erradicaram doenças cronicas erradicando os vetores, o ambiente de proliferação desses vetores, vacinação (quando existente) e etc… numa época em que não existiam venenos e nem 10% dos recursos atuais.
    Mas fizeram votar algumas leis dando poderes aos sanitaristas de entrar pelas casas e propriedades para fiscalizar (e prender os reincidentes) que geravam os focos de procriação. Muitos foram presos, mas o mal foi debelado!
    Nos dias de hoje,nem combater com eficiencia tem sido possivel… Nem com redeglobo plimplim e propaganda, se consegue que pessoas não deixem agua acumulada ou caixas abertas, piscinas largadas etc…
    Deveriam os legisladores estudar história e aplicar os mesmos sistemas, pois desde 1975 essas doenças voltaram com muita força.

  5. Benito Juárez disse:

    Aliás, o elogio da boçalidade em oposição à inteligência parece ser a tônica da esquerda.

  6. Alayr Ferreira disse:

    Houve um imbecil, cujo nome me recuso a lembrar, que chegou a escrever uma “epopéia” em louvor da revolta CONTRA a vacina obrigatória. Ganhou o título PLAGIADO de “Quatro dias de rebelião” (o plágio foi do título da obra-prima de Nanni Loy, de 1962). O livreco consistia no elogio da boçalidade contra a inteligência. A tese desse estúpido era a de que, como se tratava de uma revolta popular, era justa.

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