Início » Brasil » Para brasileiros, escola não influencia a formação da cidadania
pesquisa

Para brasileiros, escola não influencia a formação da cidadania

Em pesquisa, a família aparece em primeiro lugar, seguida da universidade, da mídia, da polícia e do Ministério Público

Para brasileiros, escola não influencia a formação da cidadania
Segundo a avaliação, o brasileiro não reconhece a escola como elemento importante na formação da cidadania (Reprodução/Internet)

Uma pesquisa feita pela empresa CPM Research para avaliar a contribuição das instituições para formação e disseminação dos valores cívicos mostrou que os brasileiros não reconhecem a escola como elemento importante na formação da cidadania. No levantamento, a escola aparece em penúltimo lugar, atrás apenas do Judiciário. A pesquisa foi feita no início deste mês e foram entrevistadas 1.110 pessoas em cinco  regiões do país.

Em primeiro lugar na pesquisa aparece a família, seguida da universidade, da mídia, da polícia e do Ministério Público. O estudo será apresentado nesta quarta-feira, 20, no Encontro Internacional do Ciclo Educação para o Futuro, na PUC, em São Paulo. Segundo o estudo, os brasileiros não admitem ter deficiências na formação sobre o assunto. A maioria se considera cidadão ativo por ter consciência de seus direitos e deveres.

“As manifestações de junho de 2013 mostraram a nossa incapacidade no que diz respeito à cidadania ativa. Cada um saiu de casa com o seu cartaz, dizendo o que era importante para si, mas sem estar organizado. Isso vem de uma falta de formação no ensino básico, que não nos ensina sobre nossos direitos e deveres como cidadãos”, avalia Oriana Monarca White, diretora da CPM Research e membro do Núcleo de Estudos de Futuro (NEF) da PUC.

No levantamento, a opção “Ensinar as crianças a serem cidadãos ativos desde os primeiros anos da escola” aparece em quinto lugar e “Acompanhar o trabalho dos representantes públicos” em nono, atrás, por exemplo, de “ter um CPF”, em sétimo lugar.

Oriana desenvolve pesquisa de pós-doutorado sobre o tema. Ela compara a situação do Brasil com a de outros países como Itália e Espanha, onde o ensino de cidadania ativa é orientado por programas conduzidos pelos ministérios da Educação. Durante um mês, a professora aplicou métodos usados por esses países em duas escolas públicas de São Paulo. O projeto envolveu exibição de filme, leitura de contos e fotografia. A ideia foi fortalecer alguns preceitos e ensinar crianças a se articular na hora de reclamar.

Após apresentar o projeto de pós-doutorado, em outubro, Oriana pretende enviar propostas sobre o tema para o Ministério da Educação. “A discussão desse tema nas escolas, desde muito cedo, precisa ser imposta pelo ministério. É incrível que a sociedade civil – através de ONGs, por exemplo – se organize para trabalhar com isso. Mas precisamos de leis tratando do assunto”, diz Oriana.

Fontes:
O Globo-Brasileiro não reconhece escola como instituição importante na formação da cidadania

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

3 Opiniões

  1. Braziliano disse:

    Desde quando um ministério da educação formado essencialmente por teóricos marxistas, iriam contra sua ideologia internacionalista, ateísta e materialista.
    :::
    Educar crianças para exercer a cidadania brasileira não passa pela cabeça das milhares de pedagogas e professores, devidamente doutrinados em uma visão de mundo marxista.
    :::
    E vem daí a raiva que essa turma tem da educação no lar. Impede a doutrinação ideológica das crianças. Logo, obriga-se as mesmas a frequentarem escolas onde o que menos interessa é qualifica-las.
    :::
    Não se sabe matemática nem português. Isso é irrelevante. O importante é colocar na cabeça das crianças que se elas são “pobres” é porque um “porco-chauvinista-burgues-capitalista” as explora. Depois é só proteger os “pobres adolescentes” manipulados com o ECA e aguardar os mesmos se transformarem em violentos revolucionários “black blocs” ou integrantes de gangues violentas.

  2. Regina Caldas disse:

    Programa de “Educação Moral e Cívica” já fez parte da grade curricular no ensino brasileiro.

    No inicio da década de 70, o MEC lançou, através da FENAME um belíssimo dicionário de Moral e Cívica, que a diretora da CM Research poderá encontrar em alguma biblioteca pública. Isto é, se ainda não foi queimado em alguma fogueira esquerdizante.

    Ministério da Educação e Cultura
    Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo- 1972
    FENAME: Fundação Nacional de Material Escolar

  3. Markut disse:

    Extranhíssima essa conclusão, que coloca a universidade ,logo após a família e conclue que a escola não influe na formação da cidadania(???).
    Pois então, qual seria o pó de pirilimpimpim que permitira ter uma boa universidade, sem a pregressa escolaridade competente?
    Isso não existe!!! Creio que Braziliano acerta no alvo.
    A noção de cidadania se perdeu no emaranhado ideológico da pedagogia chapa branca.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *