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Combate à miséria

Para ministra do Desenvolvimento Social, maior desafio é vencer preconceito contra o pobre

Ministra diz que o governo tem atualizado os valores da linha de pobreza para garantir a paridade do poder de compra dessa população e para que a inflação não comprometa sua renda

Para ministra do Desenvolvimento Social, maior desafio é vencer preconceito contra o pobre
Tereza Campello diz que a quantidade de brasileiros em transferência de renda já se estabilizou (Reprodução / BBC Brasil)

Em entrevista à BBC Brasil, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a economista Tereza Campello, disse que o maior desafio na área social para os próximos quatro anos de governo Dilma é  lutar contra o preconceito contra os pobres.  “Temos que continuar garantindo a inclusão econômica de qualidade para os pobres. Tem gente que acha que o pessoal do Bolsa Família não trabalha. Metade do público não trabalha mesmo porque tem menos de 18 anos. Felizmente eles não trabalham”.

A economista diz que ter tirado as crianças do trabalho infantil é uma vitória do Brasil e que o  Bolsa Família contribui muito para isso. Tereza afirma também  que a evolução no país foi tamanha que faz com que a população queira ainda mais. “Eu acho que cada vez que a gente conquista um patamar, esse patamar se torna insuficiente. Não é só legítimo querer mais saúde e educação, como isso é bom para o conjunto de famílias e bom para o Brasil. Essa pressão  popular é boa e legítima”.

Apesar de reconhecer que a deterioração da economia tem impacto negativo para a população mais pobre, Tereza mostrou que além dos dados do Ipea recentemente divulgados estarem dentro da margem de erro e, por isso, não configurarem aumento da pobreza no país, o governo tem atualizado os valores da linha de pobreza para garantir a paridade do poder de compra dessa população e para que a inflação não comprometa sua renda. Além disso, como afirma a ministra, o Bolsa Família cresceu 84% acima da inflação em quatro anos.

Prazo para o recebimento do benefício

A ministra completa dizendo que  também necessário melhorar a qualidade do trabalho, por isso, o Pronatec será importante no próximo mandato de Dilma. Mas, ao ser questionada sobre a necessidade para o recebimento do benefício do Bolsa Família Tereza é enfática.

“Todos os países do mundo têm programas de transferência de renda. Imaginar que se pode abrir mão deles significa que você acredita que o país está imune a crises ou que o pobre é preguiçoso. Muitos dizem ‘você dá dois anos de oportunidade para a pessoa, se neste período não se consertar, você corta o benefício’. As pessoas não estão no Bolsa família por preguiça”.

Além disso, a ministra afirmou que a quantidade de pessoas no Brasil que devem estar em transferência de renda já se estabilizou. “Qualquer brasileiro que receba – considerando a sua renda e o número de seus familiares – menos de US$ 1,25 (por dia) tem direito ao Bolsa Família, e nós queremos que ele esteja dentro do Bolsa Família. O debate se bota na Constituição como um direito ou não é um debate legítimo que a sociedade tem que fazer”.

Fontes:
BBC brasil - 'Maior desafio é combater preconceito contra o pobre', diz ministra do Bolsa Família

3 Opiniões

  1. Sergio Lourenço disse:

    Que preconceito? Quem tem preconceito contra pobre? nunca vi tanta asneira!!!!

  2. Ludwig Von Drake disse:

    Impossível comentar tanta estultice.

  3. Joma Bastos disse:

    Todos os países do mundo têm programas de transferência de renda, mas em todos eles, os beneficiados por estes subsídios de inserção social estão estatisticamente inscritos como desempregados, ao contrário do Brasil em que os beneficiários do Bolsa família estão como se não existissem, isto é, nem estão como empregados, nem como desempregados. Como quer a ministra que esta pobre gente tenha uma inserção social normal?

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