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'ESQUECE O PSL'

Parlamentares reagem à fala de Bolsonaro sobre PSL

Parlamentares tiveram diferentes reações às afirmações de Bolsonaro, entre críticas, apoio e convites para mudança de partido

Parlamentares reagem à fala de Bolsonaro sobre PSL
Estima-se que mais de 30 parlamentares seguiriam Bolsonaro caso ele deixasse o PSL (Foto: Marcos Corrêa/PR)

A afirmação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a um apoiador pedindo que ele esquecesse o partido gerou repercussão entre os parlamentares, principalmente entre os que formam a base aliada ao chefe de Estado.

Enquanto alguns questionavam o motivo para que Bolsonaro tivesse feito afirmações sobre o partido e o presidente nacional da sigla, Luciano Bivar, outros aproveitaram para reforçar o seu apoio ao presidente. O líder do PSL na Câmara, o deputado federal Delegado Waldir (GO), mostrou descontentamento com as afirmações do chefe de Estado.

“Como você fala do quintal alheio se o seu quintal está sujo? As candidaturas em Minas Gerais e Pernambuco estão sendo investigadas. Mas o filho do presidente também. […] Bolsonaro não está algemado no PSL, não. Aqui não tem ninguém amarrado. Candidatos majoritários, como o presidente, governadores e senadores, têm liberdade para trocar de partido quando quiserem”, destacou o parlamentar, segundo noticiou a Época.

Já o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), demonstrou surpresa com a afirmação de Bolsonaro. Admitindo não ter entendido a manifestação do chefe de Estado,o parlamentar destacou que apenas ele poderia esclarecê-la. Por outro lado, aproveitou para reforçar o seu apoio ao presidente.

“É o nosso líder maior. Até já brinquei dizendo que seria a mesma coisa que alguém morar sozinho e fugir de casa. O PSL é ele. Nós nos elegemos e temos uma bancada robusta por causa do presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Olímpio, destacando que “é mais fácil resolver a circunstância ou o desacordo do que ele sair”, segundo noticiou a Veja.

Sempre fiel e próximo a Bolsonaro, o deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ) também reforçou o seu apoio ao presidente. Através das redes sociais, o parlamentar relembrou que Bolsonaro se elegeu sempre afirmando que o “meu partido é o Brasil”. Direcionando críticas à imprensa por ter repercutido a afirmação do presidente, Lopes reforçou: “Brasil acima de tudo, inclusive de partido”.

Por outro lado, parlamentares de outros partidos aproveitaram para convidar o presidente para integrar a legenda, como foi o caso do deputado federal Bibo Nunes (RS), que integra o Patriota. Segundo uma reportagem do Globo, o parlamentar vai retomar uma conversa com Bolsonaro essa semana sobre uma possível troca de partido, com o presidente rumando ao Patriota.

“O Bivar é muito preocupado com dinheiro, com o partido ter dinheiro. O Bolsonaro não dá bola para dinheiro”, destacou Nunes.

Enquanto isso, Marcus Alves, que tenta fundar a União Democrática Nacional – que está em fase final no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) -, destacou que o partido está “de braços abertos para a família Bolsonaro”, segundo noticiou o Estadão

Ainda não se sabe quais serão os próximos passos de Bolsonaro. Na última segunda-feira, 7, antes do surgimento do vídeo, o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, havia reforçado que o presidente seguirá no PSL. No entanto, caso decida sair, estima-se que mais de 30 deputados estão dispostos a seguir o chefe de Estado, segundo a Folha de São Paulo.

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3 Opiniões

  1. Dinarte da Costa Passos disse:

    Invés de refundar a UDN por que não restaura a “ARENA”, fica melhor para o Bozo assumir diretamente o Partido que durante a nefasta ditadura conduziu o país para escuridão!

    Vivemos tempos nebulosos e trabalhamos muito para que as trevas se dissipasse, após anos de ditadura, pudemos ver o Sol da democracia voltar a brilhar com a CF/88. Agora ele (Bozo) quer voltar tudo de novo, impossível isso acontecer! Mas se esparsas nuvens tentar ofuscar o Sol Liberdade, lutaremos de novo com unhas e dentes para que tempos sombrios não voltem mais afetar o céu do Brasil.

  2. Rogerio Faria disse:

    O PSL (Partido do Só Laranja) na realidade não é um partido, é apenas uma trupe com sigla alfabética.
    Pelo menos FHC, Lula e Dilma são defensores fiéis de seus respectivos partidos políticos.

  3. Júlio César Cardoso disse:

    Dinarte,

    Não vivemos tempos nebulosos coisa nenhuma. Vivemos tempos de pleno Estado Democrático de Direito, com as instituições funcionando normalmente. Basta ler os jornais de priscas épocas e veremos que a ebulição política continua a mesma, com os políticos se locupletando da coisa pública e se apoderando do poder, sem se preocuparem em resolver as prementes necessidades das classes mais carentes.

    O político LULA, preso legalmente por corrupção e lavagem de dinheiro, condenado em três instâncias, é o exemplo mais negativo produzido pela chamada redemocratização.

    Período de chumbo referem-se aqueles que tinham simpatia com o comunismo e não se importavam com a transformação do país em célula comunista, bolivariana e castrista. Estes, sim, eram os verdadeiros traidores da Pátria.

    O país, durante o regime militar – diga-se de passagem, que a democracia ordeira e progressista é o melhor sistema – experimentou momentos de paz e prosperidade.

    A bandidagem de traficantes e de outros sindicatos criminosos quase inexistia. A nossa família não vivia enjaulada e se podia ir e vir sem ser molestado por ninguém. Os morros e as periferias podiam ser visitados por qualquer um. O desemprego era perfeitamente normal. Os nossos filhos não eram assassinados ou confundidos com bandidos. Éramos felizes e não sabíamos.

    Os militares só perseguiram aqueles insurretos, transgressores contumazes da ordem e que só desejavam ver o Brasil mergulhado em regime da opressão comunista. É pena que os militares deram sobrevida a muitos desses mequetrefes que hoje travestidos de políticos corrompem o país.

    Criticamos o temperamento descontrolado do presidente Bolsonaro e de proteção descabida ao comportamento de seus filhos, mas entre Lula/Dilma/Haddad/Ciro Gomes etc. e Bolsonaro, as urnas democráticas escolheram o Capitão como o melhor. E não adianta agora a galera anti-Bolsonaro se comportar como carpideira em velório.

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