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PROSEGUR

PCC é suspeito de assalto no Paraguai

Autoridades brasileiras e paraguaias apontam facção paulista como principal suspeita de comandar roubo de US$ 40 milhões no Paraguai

PCC é suspeito de assalto no Paraguai
A ação no Paraguai lembra uma série de assaltos a transportadoras de valores no Brasil (Foto: Twitter)

A Polícia Civil de São Paulo e autoridades paraguaias suspeitam que a facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) está por trás do assalto à sede da transportadora de valores Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai. O crime aconteceu na última segunda-feira, 24. Após a ação da quadrilha, que levou US$ 40 milhões, três suspeitos e um policial paraguaio foram mortos na fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

Pouco depois do assalto, que já é considerado “o maior da história do Paraguai”, o ministro do Interior paraguaio, Lorenzo Lezcano, chegou a declarar à rádio ABC Cardinal que os suspeitos eram brasileiros devido ao fato de que a maioria dos carros usados tinha placa do Brasil e que uma das vítimas afirmou ter ouvido os criminosos falando em português.

Segundo investigações feitas nos últimos anos pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual de São Paulo, o PCC vem atuando mais ativamente no Paraguai desde 2016, o que reforça a tese de envolvimento no assalto à Prosegur. No ano passado, a facção assassinou Jorge Rafaat Toumani, conhecido como “rei do tráfico”, na cidade de Pedro Juan Caballero, também na fronteira com o Brasil – o que abriu o caminho para assumir o controle do tráfico de drogas na região.

Além disso, a ação no Paraguai lembra uma série de assaltos a transportadoras de valores ocorridos no interior de São Paulo e no nordeste do Brasil nos últimos anos. “É o mesmo modus operandi: grande número de pessoas, uso de armamento pesado, que não têm parâmetro em qualquer polícia, talvez só no Exército, uma estratégia de cerco e fuga. Não é qualquer quadrilha que consegue fazer um mega-assalto como esse”, explica o procurador do Ministério Público de São Paulo Márcio Sérgio Christino.

‘Resposta fácil’

Apesar da suspeita das autoridades brasileiras e paraguaias, o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, considera ainda precipitado atribuir o assalto ao PCC.

“O Paraguai acaba sendo hoje um dos principais centros, dizem, de lavagem de dinheiro do PCC no mundo. O dinheiro do PCC não está mais no Brasil. Soa estranho o PCC fazer uma operação dessa magnitude justo ali. Acabaria chamando a atenção das autoridades do Paraguai”, explicou o especialista em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Para ele, tratar o PCC como o principal culpado por todos os problemas regionais e nacionais virou uma “resposta fácil”. “Eu esperaria as investigações”, disse Lima.

Resgate de líder

Além da suspeita de comandar o assalto à Prosegur, uma outra investigação das autoridades brasileiras aponta que a facção tinha planos para resgatar o seu líder, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, do presídio de Presidente Prudente.

De acordo o jornal Estado de S. Paulo, o PCC pretendia usar a mesma estratégia dos ataques às transportadoras de valores. O grupo fecharia ruas e estaria armado com fuzis e metralhadoras antiaéreas. Prevendo a ação, agentes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), grupo de elite da Polícia Militar do estado, se deslocaram até o presídio no último fim de semana para garantir a segurança da penitenciária.

Fontes:
O Globo-Facção paulista é suspeita de roubo de US$ 40 milhões no Paraguai
Folha de S. Paulo-Facção de SP é suspeita de atuar em mega-assalto 'inédito' no Paraguai
Folha de S. Paulo-Culpar facção por assalto no Paraguai é resposta fácil, avalia especialista
Estado de S. Paulo-Polícia Militar frustra plano do PCC de resgatar Marcola

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1 Opinião

  1. laercio disse:

    É precipitação atribuir o roubo ao PCC mas não é tarde falar que tal quadrilha nasceu devido a negligência do país com as questões de segurança pública e nacional.

    Agora temos uma bomba fora de controle que quando decide, adota as providências que quer para alcançar seus objetivos, em uma explosão rapida de ações faz frente as ações dá polícia e de quem mais se opor.

    O governo deveria ser estabilizado e indenizar a empresa privada pois contribui, todos os dias, indiretamente, para o crescimento do mal dentro do país…

    Existem inúmeras soluções eficazes mas, para colocar em prática temos que romper com vários tratados e destruir várias ONGs, bem como algumas entidades de classes e instituições.

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